Ciência

Descoberto o segredo da presença natural de ouro nos pinheiros finlandeses

07 de Março de 2026 às 15:15

Um estudo realizado por científicos na Lapônia, Finlândia, encontrou a explicação para a presença de ouro em pinheiros. As análises mostraram que biopelículas contendo ouro são formadas dentro das células dos pinheiros graças à atividade de bactérias endofíticas. A quantidade de ouro é considerada ínfima e não há viabilidade para exploração industrial na região protegida da Lapônia

Descoberto o segredo da presença natural de ouro nos pinheiros finlandeses
EFE Luis Ayala

Em uma região conhecida por suas paisagens naturais deslumbrantes, um mistério que intrigava cientistas há tempos encontrou finalmente explicação. A presença de ouro em pinheiros da Lapônia, na Finlândia, não é resultado de contaminação artificial como se pensava inicialmente.

A pesquisa realizada por uma equipe de científicos focou-se em 23 exemplares do Picea abies, localizados sobre o sítio arqueológico de Tiira. Os pesquisadores coletaram agulhas e submeteram-nas a análises microscópicas e genéticas para estudar sua composição.

Os resultados mostraram que em quatro dos pinheiros, foram encontradas biopelículas contendo ouro dentro das células. As partículas metálicas eram tão pequenas que podiam ser observadas mesmo sem luz solar direta.

Além disso, os cientistas identificaram a presença de bactérias endofíticas, microorganismos que vivem e se desenvolvem dentro da árvore sem prejudicar sua saúde. Essas bactérias são capazes de absorver traços de ouro dissolvidos no solo e transformá-los em partículas sólidas através do processo natural conhecido como biomineralização.

As nanopartículas ficam aprisionadas em uma substância gelatinosa gerada pelos próprios microorganismos, facilitando sua incorporação nas agulhas. O estudo também demonstrou que a quantidade de ouro é ínfima e não há viabilidade para exploração industrial. Além disso, a Lapônia é uma região protegida por suas características culturais e ambientais.

A descoberta abre novas possibilidades em dois campos: primeiro, como indicadores naturais de sítios arqueológicos; segundo, contribuindo para limpeza de metais presentes no solo.

Com informações de El Confidencial

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