Ciência

Dinossauro da Mongólia possuía as garras mais longas já registradas em animais terrestres

24 de Outubro de 2026 às 18:13 2 min de leitura

O dinossauro herbívoro Therizinosaurus cheloniformis, da Mongólia, possuía as garras terrestres mais longas já registradas. Um estudo de 2023 sugere que tais estruturas serviam para exibição ou intimidação, dada a ausência de função mecânica específica

-0:00
Dinossauro da Mongólia possuía as garras mais longas já registradas em animais terrestres
Ghedoghedo/Wikimedia Commons CC BY-SA 3.0

O Therizinosaurus cheloniformis, dinossauro que habitou a Mongólia há 70 milhões de anos, possuía as garras mais longas já registradas em animais terrestres, com dimensões que superavam um metro. Apesar da aparência de predador, a espécie era herbívora, utilizando suas extremidades para manipular a vegetação, alcançar galhos e realizar a autodefesa.

Anatomia e Funcionalidade

A estrutura física do animal era tão distinta que a paleontóloga Darla Zelenitsky, da Universidade de Calgary, a comparou a um "Frankenstein dos dinossauros", devido à combinação de traços anatômicos que remetem a pandas, girafas e gambás.

Contudo, a extensão dessas garras suscitou debates científicos sobre sua real utilidade. Um estudo divulgado em 2023 pela revista Communications Biology investigou a mecânica de diferentes therizinossauros e concluiu que as garras do Therizinosaurus cheloniformis eram excessivamente longas para possuírem uma função mecânica específica. Diante disso, a hipótese é que tais estruturas servissem para a intimidação de rivais ou como elementos de exibição em rituais de cortejo.

Evolução da Espécie

A compreensão sobre essa linhagem de dinossauros herbívoros foi ampliada com a identificação do Duonychus tsogtbaatari na Mongólia. Esta espécie, que viveu há aproximadamente 90 milhões de anos, divergia de seus parentes por apresentar apenas dois dedos em cada mão, em vez de três.

Um fóssil do Duonychus tsogtbaatari encontrado em 2012 preservou a camada de queratina de uma garra de 30 centímetros. O registro oferece evidências sobre a evolução de animais que, embora tivessem um aspecto ameaçador, mantinham uma dieta estritamente baseada em plantas.

Notícias Relacionadas