Ciência

Economia de combustível pode estender a vida útil do telescópio Nancy Grace Roman para 22 anos

18 de Setembro de 2026 às 09:20 3 min de leitura

O telescópio Nancy Grace Roman, da NASA, poderá operar por até 22 anos devido à economia de combustível após o lançamento. A precisão do foguete Falcon Heavy e a massa reduzida do equipamento diminuíram o consumo de hidrazina. O observatório segue para o ponto de Lagrange L2 para estudar a matéria e energia escuras

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Economia de combustível pode estender a vida útil do telescópio Nancy Grace Roman para 22 anos
NASA/SpaceX

O telescópio espacial Nancy Grace Roman, da NASA, poderá operar por até 22 anos, mais do que o dobro do período de 10 anos inicialmente previsto para a missão. A extensão da vida útil do observatório, avaliado em 4,3 bilhões de dólares, é resultado de uma economia drástica de combustível após o lançamento realizado em 30 de agosto, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

Eficiência no lançamento e consumo de propelente

A precisão do foguete Falcon Heavy, da SpaceX, colocou o instrumento em uma rota extremamente próxima da trajetória planejada, reduzindo a necessidade de manobras corretivas. Enquanto a equipe de engenharia havia reservado 200 kg de hidrazina para a primeira grande correção de curso, realizada um dia após a partida, o telescópio consumiu apenas 18 kg.

Essa margem de economia foi impulsionada por dois fatores principais:

  • A precisão da inserção orbital feita pela SpaceX;
  • A massa final do observatório, que ficou abaixo do limite da NASA.

Antes do abastecimento, o equipamento pesava 8.056 kg — cerca de duas toneladas a menos que o máximo permitido. Mesmo com os tanques cheios, contendo aproximadamente 290 galões de hidrazina, o peso total atingiu 9.173,5 kg, mantendo-se meia tonelada abaixo do limite de lançamento.

Trajetória e manutenção orbital

O observatório segue em direção ao ponto de Lagrange L2, localizado a cerca de 1,6 milhões de quilômetros da Terra, onde será posicionado em uma órbita de tipo quasi-halo no sistema Sol-Terra. Para manter sua posição, a Roman utilizará 24 propulsores a cada 28 dias, aproximadamente, para corrigir a órbita e descarregar o momento de suas seis rodas de reação.

A NASA prevê que as próximas manobras — uma programada para este mês e outra para o início de dezembro, visando a inserção definitiva na órbita — também consumam menos combustível que o esperado. Esse cenário reduz a urgência de missões robóticas de reabastecimento, embora a estrutura do telescópio tenha sido projetada para permitir tal operação.

Capacidade de observação e instrumentos

Dedicada ao estudo da matéria escura, energia escura e vastas regiões do universo, a Roman possui resolução comparável à do Hubble, porém com um campo de visão 100 vezes superior. Essa característica permite que o telescópio mapeie em um único mês uma área do céu que levaria um século para ser coberta pelo Hubble.

As verificações iniciais dos instrumentos indicam funcionamento pleno:

  1. Os 18 detectores do Wide Field Instrument operam conforme o previsto.
  2. O coronógrafo, desenvolvido para capturar imagens diretas de exoplanetas, também passou nos testes preliminares.

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