Ciência

Empresário americano cria conjunto de células reprogramadas a partir do próprio sangue em laboratório

22 de Julho de 2026 às 09:08

O empresário Bryan Johnson criou células reprogramadas a partir do próprio sangue para desenvolver o material denominado Baby-Bryan. A técnica utiliza fatores de Yamanaka para reverter células adultas a um estado similar ao de células-tronco. O objetivo é a reconstrução de tecidos e órgãos para restaurar funções corporais e reverter o envelhecimento

O empresário americano Bryan Johnson desenvolveu em laboratório um conjunto de células reprogramadas a partir de seu próprio sangue, criando o que descreveu como um "clone" de si mesmo. O material, denominado por ele como "Baby-Bryan", não constitui um organismo completo ou um bebê, mas sim um agrupamento celular mantido em uma placa de Petri.

O processo de reprogramação celular

A criação do material iniciou-se com a coleta de sangue e a extração de células, que foram submetidas à aplicação dos fatores de Yamanaka. Esse conjunto de proteínas é capaz de reverter células adultas a um estado similar ao das células-tronco embrionárias.

De acordo com Johnson, essa técnica promove o reinício da idade epigenética das células. Esse processo permite que o material biológico adquira a capacidade de se transformar em diversos tipos celulares, incluindo a retina, neurônios e células do músculo cardíaco.

Aplicações terapêuticas e regeneração

O objetivo da iniciativa é utilizar essas células para a reconstrução de tecidos e órgãos, visando a restauração de funções essenciais nos pulmões, fígado, rins, além da recuperação da audição e da visão, bem como a reparação de danos cutâneos.

Por serem derivadas do próprio corpo do paciente, essas células apresentam um risco de rejeição significativamente menor do que as obtidas via doadores. O empresário, que investe milhões de dólares em projetos para retardar o envelhecimento, projeta que essa tecnologia possa ser utilizada futuramente para:

  • Atuar como o próprio doador de sangue;
  • Desenvolver novos tratamentos e testar terapias;
  • Cultivar órgãos para transplante;
  • Realizar a injeção de células no organismo.

Contexto clínico e reverter o envelhecimento

A tecnologia de reprogramação celular já é aplicada em ensaios clínicos para a restauração de neurônios produtores de dopamina em indivíduos com doença de Parkinson, além de pesquisas focadas na saúde da visão e do coração. Para Johnson, esse caminho representa uma via para a reversão do processo de envelhecimento.

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