Ciência

Escavações na Alemanha revelam restos mortais de homem enterrado em forno de 4,5 mil anos

18 de Junho de 2026 às 09:08

Restos mortais de um homem de cerca de 25 anos, datados de 4,5 mil anos, foram encontrados em um antigo forno na Saxônia-Anhalt, Alemanha. O corpo, enterrado em posição fetal, apresenta uma lesão no crânio. A descoberta ocorreu durante escavações para a instalação de uma linha de transmissão de energia

Escavações na Alemanha revelam restos mortais de homem enterrado em forno de 4,5 mil anos
State Office for Heritage Management and Archaeology Saxony-Anhalt

Escavações preventivas para a instalação de uma linha de transmissão de energia elétrica, próximas à cidade de Gerstewitz, na Saxônia-Anhalt, resultaram na descoberta dos restos mortais de um homem de aproximadamente 25 anos. O corpo foi localizado no leste da Alemanha, enterrado em uma estrutura que funcionava como forno há cerca de 4,5 mil anos.

O indivíduo foi depositado em posição fetal, voltado para o sul e apoiado sobre o lado direito, configuração característica dos sepultamentos masculinos da Cultura da Cerâmica Cordada, grupo que habitou regiões da Europa entre 2900 a.C. e 2050 a.C. O Escritório Estadual de Gestão do Patrimônio e Arqueologia da Saxônia-Anhalt detalhou que o enterro ocorreu em uma cavidade subterrânea composta por duas câmaras interligadas.

A natureza do local de sepultamento é o ponto central do interesse arqueológico, já que estruturas desse tipo geralmente não abrigam restos humanos. Somado a isso, exames preliminares revelaram a existência de uma lesão no crânio do homem, o que levou a equipe de pesquisa a investigar diferentes hipóteses sobre a morte e o descarte do corpo.

Uma das linhas de análise considera a possibilidade de um contexto ritualístico. A hipótese baseia-se no fato de que fornos similares, pertencentes à mesma cultura, já foram encontrados com esqueletos de bovinos ou partes de cães, interpretados como oferendas. Embora não haja evidências definitivas para confirmar que o homem de Gerstewitz tenha sido parte de uma cerimônia, a possibilidade é mantida pelos cientistas.

O sítio arqueológico apresenta evidências de ocupação humana por um período de 6 mil anos. O histórico do local inclui a presença de um monte funerário erguido entre 4000 a.C. e 3400 a.C., além de muralhas, sistemas de fossos vinculados a ritos coletivos, casas queimadas e ossos de animais e humanos em poços profundos. O esclarecimento sobre a identidade do homem e as causas de seu óbito agora depende de análises laboratoriais.

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