Espanha terá primeiro eclipse solar total na península Ibérica em mais de cem anos
A Espanha terá um eclipse solar total em 12 de agosto de 2026, com a fase de escuridão completa durando entre 30 segundos e 1 minuto e 50 segundos. O fenômeno ocorrerá durante o pôr do sol e terá duração total de cerca de três horas
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A Espanha receberá, no dia 12 de agosto de 2026, o primeiro eclipse solar total visível na península Ibérica em mais de cem anos. O fenômeno, que terá a particularidade de ocorrer durante o pôr do sol, com o astro rei posicionado baixo no horizonte, exigirá a escolha estratégica de locais de observação. Para evitar obstruções como árvores, edifícios ou montanhas, a recomendação é a busca por pontos elevados e desobstruídos voltados para o oeste.
Dinâmica e efeitos ambientais
O evento astronômico terá duração total de aproximadamente três horas, iniciando sua fase parcial entre 19h15 e 19h30. À medida que a Lua oculta gradualmente o disco solar, a luminosidade cairá bruscamente, provocando uma redução drástica e instantânea na temperatura. Essa queda térmica poderá gerar a sensação de uma brisa incomum sentida no corpo.
A alteração súbita de luz e clima impactará a fauna local. Espécies animais podem interpretar a escuridão como a chegada da noite, resultando em comportamentos atípicos: vacas se deslocam para estábulos, galinhas retornam aos galinheiros e pássaros interrompem o canto. Tais reações cessam assim que a normalidade é restabelecida.
A fase de totalidade
O momento de escuridão completa terá duração variável, oscilando entre 30 segundos e 1 minuto e 50 segundos, a depender da localização do observador. Pedro García Lario, astrônomo da Agência Espacial Europeia (ESA), detalhou que, momentos antes da totalidade, surgirão dois efeitos visuais distintos:
- Anel de diamantes: brilho intenso formado pelos últimos raios solares em uma das bordas do disco.
- Pérolas de Baily: pequenos pontos de luz que emergem através das crateras e montanhas da superfície lunar.
As informações foram compartilhadas por García Lario, profissional com três décadas de atuação na ESA, durante atividade organizada pela Cátedra de Cultura Científica da EHU, a ESA e o Grupo de Ciências Planetárias da EHU, no evento "Eclipse solar total. Observação, exploração e ciência". O especialista ressaltou que a observação da fase parcial requer o uso de óculos homologados para garantir a segurança.