Estágio de foguete da SpaceX deve colidir com a Lua no dia 5 de agosto
Um estágio do foguete Falcon 9 deve colidir com a Cratera Einstein, na Lua, em 5 de agosto, às 08:44. A peça de 4.000 kg atingirá a superfície a mais de 8.700 km/h, gerando uma cratera de 20 a 30 metros. O fragmento pertence a um lançamento de janeiro de 2025
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Um estágio superior do foguete Falcon 9, da SpaceX, deve colidir com a superfície da Lua no dia 5 de agosto, às 08:44. O impacto ocorrerá na região da Cratera Einstein, uma área iluminada situada na borda oriental do satélite natural, visível a partir da Terra.
O fragmento metálico pertence ao lançamento realizado em 15 de janeiro de 2025, no Centro Espacial Kennedy da NASA, responsável por transportar os módulos Blue Ghost (Firefly Aerospace) e Resilience (ispace). Após posicionar as naves em trajetória lunar, a peça não retornou à atmosfera terrestre, permanecendo em uma órbita elíptica e instável por meses.
Detalhes do impacto e dimensões
A colisão foi detectada em abril por Bill Gray, analista orbital e desenvolvedor do programa Project Pluto. Os cálculos indicam que a estrutura atingirá o solo lunar a mais de 8.700 km/h, velocidade aproximadamente sete vezes superior à do som.
O objeto possui as seguintes características físicas:
- Comprimento: cerca de 12 metros;
- Largura: 4 metros;
- Massa: aproximadamente 4.000 kg.
Devido à sua natureza de estrutura metálica praticamente oca, as simulações apontam que o foguete será esmagado no momento do contato. Esse processo deve gerar uma cratera com diâmetro entre 20 e 30 metros e arremessar poeira lunar a vários quilômetros de altitude.
Observação e potencial científico
O evento poderá ser acompanhado por astrônomos e entusiastas através de telescópios, com a expectativa de registrar um clarão e a ejeção de materiais. As condições ideais de visibilidade serão encontradas na América do Sul e em latitudes baixas ou médias da América do Norte, dependendo da posição da Lua e da ausência de luminosidade no céu.
A colisão artificial oferece uma oportunidade para a comunidade científica analisar o comportamento de fragmentos e do pó lunar durante impactos. Além disso, o evento servirá para mensurar a precisão de sistemas que calculam pontos de impacto e avaliar os riscos de detritos espaciais, dados que podem ser aplicados em futuras missões científicas e experimentos sísmicos na Lua.