Ciência

Estudante americano desenvolve braço protético controlado por ondas cerebrais com baixo custo de fabricação

18 de Maio de 2026 às 18:10

Benjamin Choi, estudante americano de 17 anos, criou em 2022 um braço protético controlado por ondas cerebrais com custo de fabricação de US$ 300. O dispositivo utiliza sensores externos de eletroencefalografia e inteligência artificial para operar com 95% de precisão. A estrutura foi produzida via impressão 3D e suporta cargas de quatro toneladas

Estudante americano desenvolve braço protético controlado por ondas cerebrais com baixo custo de fabricação
Foto: Reprodução/Youtube

Um estudante americano de 17 anos, Benjamin Choi, desenvolveu em 2022 um braço protético controlado por ondas cerebrais com custo de fabricação aproximado de US$ 300. O projeto se destaca por utilizar a eletroencefalografia (EEG) para captar a atividade elétrica do cérebro por meio de sensores externos, eliminando a necessidade de cirurgias invasivas para a implantação de eletrodos no córtex motor, procedimento comum em interfaces neurais de alto custo.

A concepção do dispositivo ocorreu durante a pandemia de COVID-19, em 2020, quando o jovem adaptou a mesa de pingue-pongue do porão de sua casa em um laboratório. A estrutura inicial foi produzida em uma impressora 3D de US$ 75, utilizando linha de pesca e componentes simples. Devido às limitações do equipamento, Choi imprimiu diversas peças separadamente, unindo-as com elásticos e parafusos. O processo de desenvolvimento envolveu meses de trabalho, com jornadas de até 16 horas diárias e a criação de mais de 75 versões do braço até atingir materiais de nível industrial.

O funcionamento técnico baseia-se em dois sensores: um fixado no lóbulo da orelha, como referência, e outro na testa, para captar os sinais de movimento. Essas informações são enviadas via Bluetooth para um microchip no braço. O controle é processado por uma inteligência artificial desenvolvida pelo próprio estudante, composta por mais de 23 mil linhas de código, sete subalgoritmos e 978 páginas de matemática aplicada. O sistema também integra piscadas e gestos da cabeça como comandos complementares de controle e parada.

Para treinar o algoritmo, Choi trabalhou com seis voluntários adultos, que dedicaram duas horas cada para registrar padrões cerebrais ao abrir e fechar as mãos. O sistema apresentou uma precisão média de 95%, superando a referência técnica de 73,8% para tecnologias semelhantes. Além disso, a inteligência artificial possui a capacidade de aprender e se adaptar gradualmente aos padrões neurais individuais de cada usuário.

A viabilidade econômica do projeto contrasta drasticamente com as opções de mercado, onde próteses mecânicas básicas custam cerca de US$ 7 mil e sistemas neurais sofisticados podem chegar a US$ 500 mil. Em versões iniciais, o custo de fabricação do braço de Choi chegou a ser estimado em US$ 150.

No aspecto estrutural, o projeto recebeu apoio da empresa PolySpectra, que forneceu financiamento e materiais de impressão 3D mais resistentes. Testes indicaram que as versões mais recentes do braço suportam cargas de aproximadamente quatro toneladas sem apresentar falhas estruturais. A base de conhecimento de Choi para a execução do projeto incluiu a participação em competições de engenharia desde o ensino fundamental e o aprendizado autodidata das linguagens de programação Python e C++.

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