Ciência

Estudo da Universidade de Viena comprova que cães conseguem distinguir emoções em rostos humanos

11 de Agosto de 2026 às 15:02

Estudo da Universidade de Viena, publicado na revista iScience, comprovou que cães distinguem emoções em rostos humanos. A pesquisa utilizou aprendizado de máquina e ressonância magnética em 12 animais para identificar padrões cerebrais distintos diante de expressões positivas e negativas

Estudo da Universidade de Viena comprova que cães conseguem distinguir emoções em rostos humanos
Daniella Araujo.

Pesquisadores da Universidade de Viena identificaram que cães conseguem distinguir diferentes emoções em rostos humanos, fornecendo a primeira evidência científica dessa capacidade. A descoberta foi detalhada em estudo publicado na revista iScience, da Cell Press.

Para chegar a esse resultado, a equipe utilizou técnicas de aprendizado de máquina para analisar imagens de ressonância magnética do cérebro de 12 cães. Durante o experimento, os animais foram expostos a fotografias de faces humanas que expressavam diversas emoções.

Processamento cerebral e reações emocionais

A análise revelou que o córtex temporal e o núcleo caudado — áreas do cérebro associadas ao processamento de recompensas e a funções cognitivas superiores — foram ativados exclusivamente quando os cães observavam imagens de estranhos felizes. Em contrapartida, expressões de tristeza, medo ou raiva não geraram ativação nessas regiões específicas.

Apesar disso, ao observar a atividade cerebral de forma global, os cientistas detectaram padrões distintos que permitiram diferenciar o medo da raiva e da tristeza. Esse dado comprova que os caninos são capazes de distinguir expressões faciais negativas específicas.

Próximas etapas da pesquisa

O grupo de estudo pretende agora investigar a integração de outros estímulos na interpretação humana, como o odor, as nuances da voz e a linguagem corporal. Outro objetivo é realizar uma comparação entre o processamento de sinais emocionais nos cérebros de humanos e de cães.

Os pesquisadores ressaltaram que todos os animais participantes eram pets de famílias amorosas, alertando que cães que não vivem em ambientes semelhantes podem apresentar respostas diferentes aos sinais emocionais das pessoas.

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