Estudo identifica 33 diagnósticos médicos correlacionados à exposição a ondas de calor extremo
Pesquisa da Universidade Northwestern identificou 33 diagnósticos médicos correlacionados a ondas de calor extremo, incluindo esclerose múltipla e acidentes de trânsito. O estudo utilizou dados de associação genômica ampla e informações clínicas da rede CAPriCORN em Chicago
A exposição a ondas de calor extremo está provocando impactos na saúde humana que extrapolam os quadros típicos de insolação e desidratação. Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Northwestern, em Chicago, identificou 33 diagnósticos médicos correlacionados às altas temperaturas, incluindo condições que não possuem relação direta com o calor, como a esclerose múltipla e a ocorrência de acidentes de trânsito.
Metodologia e análise de dados
Para chegar a esses resultados, o estudo utilizou, pioneiramente, uma abordagem baseada em dados de estudos de associação genômica ampla (GWAS). A análise consistiu em cruzar variáveis climáticas de tempo e espaço com informações clínicas provenientes da CAPriCORN, uma rede colaborativa composta por clínicas comunitárias, centros médicos universitários, hospitais e pesquisadores da região metropolitana de Chicago.
O objetivo da investigação foi mapear a amplitude de diagnósticos ligados ao clima extremo. Hyojung Jang, doutoranda em bioestatística da faculdade de medicina da instituição e autora principal do trabalho, pontuou que a monitoração restrita a doenças tradicionalmente associadas ao calor leva a uma subestimação do impacto real dessas mudanças climáticas. Para a pesquisadora, a proteção de comunidades e indivíduos vulneráveis a esses efeitos configura-se como uma obrigação de saúde pública.