Ciência

Estudo revela que ondas de calor aceleram o derretimento da neve no oeste dos Estados Unidos

11 de Setembro de 2026 às 18:05 2 min de leitura

Estudo na Science Advances indica que ondas de calor nos EUA aceleram o derretimento da neve devido a temperaturas constantes acima do congelamento. O fenômeno expandiu sua área em 64 mil km² por século e ocorre um mês antes do habitual. A liberação precoce de água eleva o risco de inundações e afeta a gestão hídrica

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Estudo revela que ondas de calor aceleram o derretimento da neve no oeste dos Estados Unidos
AEMET

Um estudo publicado na revista Science Advances detalhou a dinâmica das ondas de calor que consomem neve, fenômeno climático identificado nos Estados Unidos que altera rapidamente a paisagem de regiões montanhosas. Diferente de períodos quentes comuns, esses episódios são caracterizados por um padrão térmico persistente, onde as temperaturas permanecem acima do ponto de congelamento durante o dia e a noite por um intervalo de três a cinco dias consecutivos.

A ausência de resfriamento noturno é o fator determinante para a aceleração da perda da camada de neve. Esse processo pode dobrar a velocidade do derretimento, tornando a redução da cobertura branca visível em poucos dias.

Impactos hídricos e ambientais

A liberação precoce e excessiva de água altera a gestão de recursos fundamentais. O volume que deveria permanecer armazenado como neve é liberado prematuramente, transformando o que seria um recurso hídrico em um risco de inundações em rios e córregos, complicando o planejamento de reservatórios.

O processo é intensificado pela radiação solar. À medida que os cristais de neve aquecem, perdem a estrutura e a capacidade de refletir a luz, o que aumenta a absorção de energia pela superfície e acelera o derretimento. Esse efeito cumulativo pode agravar o estresse hídrico em florestas.

Evolução histórica e tendências

A análise de dados desde meados do século XIX revela que a área afetada por esses eventos no oeste dos EUA expandiu-se, em média, 64 mil quilômetros quadrados por século. Além da expansão geográfica, houve um deslocamento temporal: o primeiro episódio de cada estação ocorre agora cerca de um mês antes do registrado historicamente, mudança vinculada ao aquecimento gradual do clima.

A compreensão detalhada dessas ondas de calor é considerada essencial para a previsão de impactos em ecossistemas montanhosos e na estabilidade dos sistemas de abastecimento de água.

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