Estudo revela que polvos utilizam duas estratégias diferentes para atravessar aberturas reduzidas
Pesquisadores do centro SMART identificaram que a passagem de polvos por aberturas depende da anatomia flexível e de duas estratégias de movimentação distintas. O estudo com Octopus vulgaris e Octopus maya revelou que a compressão corporal é limitada apenas pelo bico de quitina e pela área ocular. Os dados servem de base para o desenvolvimento de robôs de exploração voltados a operações de busca e resgate
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Pesquisadores descobriram que a capacidade de polvos de atravessar aberturas reduzidas depende de a anatomia flexível desses animais e da aplicação de duas estratégias distintas de movimentação. O estudo, realizado com exemplares de Octopus vulgaris (polvo comum) e Octopus maya (polvo-maya), utilizou caixas de metacrilato com diferentes dimensões de abertura para observar o comportamento dos cefalópodes.
Mecanismos de compressão e movimento
A análise considerou que a compressão do corpo do animal é limitada por estruturas rígidas, especificamente o bico de quitina e a área localizada atrás dos olhos, que protege o sistema nervoso central. Fora esses pontos, a maleabilidade do corpo permite a passagem por espaços estreitos, mas a técnica utilizada varia conforme o tamanho do buraco.
Quando a abertura é considerada ampla, os polvos adotam uma sequência de três etapas:
- Exploração da abertura;
- Introdução de parte dos braços simultaneamente ao manto;
- Passagem dos braços restantes.
Já em cenários onde o espaço é mais estreito, a estratégia é alterada. O animal primeiro examina o local, introduz alguns braços, segue com os demais e deixa a passagem do manto para a etapa final. Essa variação comportamental foi inesperada para a equipe do centro Singapore-MIT Alliance for Research and Technology (SMART), que previa a existência de apenas um método de travessia.
Aplicações tecnológicas
A compreensão desses movimentos naturais oferece subsídios para o avanço da robótica suave. A capacidade de adaptação dos polvos serve como modelo para a criação de robôs de exploração, projetados para acessar locais de difícil alcance, com foco em operações de busca e resgate.