Ciência

Estudo sugere que megaestruturas podem ser projetadas com estabilidade a longo prazo sem controle ativo

16 de Março de 2026 às 06:21

Cientistas liderados por Colin R. McInnes estudam a construção de megaestruturas estáveis ao longo do tempo. Um novo estudo sugere que bolhas de Dyson e motores estelares podem ser projetados para garantir estabilidade passiva com base em princípios físicos, sem controle ativo. A pesquisa pode ajudar na identificação de sinais tecnológicos extraterrestres e abrir caminho a novos estudos sobre megaestruturas

Estudo sugere que megaestruturas podem ser projetadas com estabilidade a longo prazo sem controle ativo
Ilustración de una gigaestructura de escala cósmica para convertir ondas gravitacionales en energía.

Cientistas buscam entender como megaestruturas podem ser construídas e sejam estáveis ao longo do tempo. Um novo estudo liderado pelo engenheiro Colin R. McInnes sugere que bolhas de Dyson e motores estelares poderiam ser projetados para garantir uma estabilidade passiva a longo prazo.

McInnes, professor de Engenharia em Glasgow e diretor da Escola James Watt, apresentou suas conclusões na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Ele argumenta que essas megaestruturas podem ser projetadas com base nos princípios físicos para garantir a estabilidade sem o uso de controle ativo.

A ideia de megaestruturas não é nova e foi proposta décadas atrás pelo físico Freeman Dyson, mas os cientistas têm questionado sua viabilidade. McInnes afirma que essas estruturas poderiam ser projetadas para maximizar a propulsão sem necessitar controle ativo.

Para calcular a estabilidade de um motor estelar, McInnes considerou as forças da gravidade e da pressão da radiação. Ele concluiu que um disco cuja massa esteja concentrada na borda poderia ser passivamente estável e maximizar a propulsão. Além disso, uma bolha ou enxame de Dyson autoestabilizado evitaria colisões e manteria o equilíbrio.

Essas estruturas gerariam sinais tecnológicos reconhecíveis para os astrônomos do SETI. McInnes esclareceu que seu estudo não é a palavra final sobre as megaestruturas, mas sim um começo para entender como essas estruturas extremamente grandes poderiam ser projetadas e sejam estáveis ao longo do tempo.

A pesquisa de McInnes pode ajudar a identificar sinais tecnológicos extraterrestres. Além disso, ela abre caminho para novos estudos sobre as megaestruturas e sua viabilidade como estruturas passivamente estáveis.

Notícias Relacionadas