Ciência

Etapa de foguete da SpaceX atinge a Lua de forma imprevista e servirá para estudos científicos

08 de Agosto de 2026 às 15:38

A NASA confirmou que um componente de foguete da SpaceX, lançado em 2025 para a missão Blue Ghost One, colidiu com a Lua. O impacto, causado por atividade solar e forças gravitacionais, será utilizado para estudar a formação de crateras

Etapa de foguete da SpaceX atinge a Lua de forma imprevista e servirá para estudos científicos
EFE/Cristóbal Herrera

Uma etapa superior de um foguete da SpaceX atingiu a superfície da Lua de forma imprevista, conforme confirmado pela NASA. O evento ocorreu com um componente de um lançamento realizado em 2025, responsável por levar o módulo de pouso Blue Ghost One, da Firefly Aerospace, ao espaço. Essa operação integrava o Commercial Lunar Payload Services (CLPS), programa da agência americana voltado ao transporte de cargas tecnológicas e científicas para o satélite natural da Terra.

Causas e segurança do impacto

A alteração na trajetória do objeto, que resultou na colisão, foi provocada por uma combinação de forças gravitacionais e atividade solar. Apesar de não ter sido um evento planejado, a NASA esclareceu que o descarte de equipamentos na superfície lunar é uma prática tecnicamente aceita e segura para a remoção de detritos em órbita lunar baixa.

A agência ressaltou que a estratégia de direcionar equipamentos ao fim de sua vida útil para a Lua é previsível e rastreável, não oferecendo riscos a pessoas na Terra ou a missões e equipamentos que operam atualmente no solo lunar.

Valor científico da colisão

O impacto será utilizado como oportunidade de estudo para a comunidade científica. Como a Lua não possui atmosfera e mantém sua superfície estável por longos períodos, ela funciona como um laboratório natural para a análise de processos do sistema solar.

A observação desse evento permite que pesquisadores analisem a formação de crateras, correlacionando o tamanho e a velocidade conhecidos do objeto com o resultado do impacto. Esse tipo de dado é fundamental para aprimorar o rastreamento de objetos espaciais e compreender fenômenos que ocorrem em diversos corpos celestes.

A NASA pontuou que a Lua sofre impactos constantes de cometas, asteroides e meteoritos ao longo de seus 4 bilhões de anos de história. Recentemente, astronautas da missão Artemis II também registraram flashes de impactos ativos e a criação de novas crateras durante as poucas horas de seu voo lunar.

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