Ciência

EUA desclassificam documentos que revelam a presença de fenômenos anômalos em instalações nucleares e armamentistas

22 de Maio de 2026 às 15:11

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos desclassificou documentos, áudios e vídeos sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados registrados entre 1949 e 2025. Os arquivos detalham avistamentos próximos a instalações nucleares e armamentistas, incluindo 209 ocorrências na base de Sandia. O material audiovisual registra objetos com movimentos atípicos e acelerações instantâneas

EUA desclassificam documentos que revelam a presença de fenômenos anômalos em instalações nucleares e armamentistas
Imagen de un objeto no identificado en los nuevos ficheros publicados por el Pentágono.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos liberou a segunda série de documentos desclassificados sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (FANIs), abrangendo registros de agências de inteligência e laboratórios nacionais. O conjunto de dados, que inclui arquivos da CIA, do Departamento de Energia, da Direção de Inteligência Nacional e do próprio Departamento de Defesa, é composto por cinquenta vídeos, seis documentos e sete arquivos de áudio com a marca da NASA, com registros datados entre 1949 e o final de 2025.

A documentação revela a presença inequívoca de FANIs nas proximidades de instalações armamentistas e nucleares, como Pantex, Los Álamos e Sandia. Especificamente sobre a base de Sandia, no Novo México, um relatório de 116 páginas detalha 209 avistamentos de bolas de fogo, discos e orbes verdes ocorridos entre 1948 e 1950. Além disso, há o relato operacional de um alto cargo da comunidade de inteligência norte-americana sobre uma missão de helicóptero realizada no final de 2025 para investigar tais atividades em um campo de testes militar.

No material audiovisual, o vídeo DOW-UAP-PR067 registra um objeto esférico atravessando nuvens, enquanto a gravação DOW-UAP-PR051, de 2021, mostra um FANI realizando uma aceleração lateral instantânea. Outros registros apresentam movimentos atípicos, embora a possibilidade de efeito de paralaxe pela câmera dificulte a confirmação do deslocamento do objeto. Um dos vídeos exibe a área de impacto de um FANI, com características semelhantes ao local onde um objeto não identificado foi derrubado por um avião sobre o Lago Huron em 2023 — evento que, posteriormente, foi atribuído por alguns relatórios a um balão de entusiastas.

A análise das desclassificações indica que a natureza desses objetos representa um risco à segurança nacional, sugerindo que o sigilo serve para evitar a exposição de vulnerabilidades na infraestrutura de inteligência e defesa dos Estados Unidos. Caso esses fenômenos sejam drones ou aeronaves de nações adversárias, o incidente com o balão chinês em 2023 indicaria uma falha sistêmica profunda. Por outro lado, a confirmação de que tais objetos não possuem origem humana constituiria a maior descoberta da história da humanidade.

Embora o governo dos Estados Unidos possua satélites de reconhecimento com alta resolução, capazes de precisão centimétrica por pixel, tais imagens de FANIs não foram disponibilizadas. Em 2021, o ex-diretor de Inteligência, John Ratcliffe, afirmou que satélites haviam capturado esses fenômenos, mas a divulgação pode ter sido restringida devido ao sigilo dos sensores utilizados.

Diante do cenário, a busca por anomalias que superem a tecnologia humana atual também ocorre via iniciativa privada. O projeto Galileo opera três observatórios que utilizam algoritmos de inteligência artificial para analisar dados de milhões de objetos celestes, buscando identificar padrões de movimento incomuns independentemente de novas liberações governamentais.

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