Expedição dos Estados Unidos encontra dentes fósseis de megalodonte no Oceano Pacífico Sul
Expedição da NOAA localizou dentes fósseis de megalodonte a 5,6 km de profundidade no Oceano Pacífico Sul, perto das Ilhas Cook. As peças, algumas com mais de 7 cm, foram encontradas integradas a nódulos polimétálicos. Os fósseis serão utilizados para reconstruir antigos padrões de circulação oceânica
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Uma expedição da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) localizou dentes fósseis de um megalodonte a aproximadamente 5,6 km de profundidade, no Oceano Pacífico Sul, nas proximidades das Ilhas Cook. As peças foram encontradas integradas a nódulos polimétálicos na planície abissal, revelando a presença do maior tubarão e peixe já conhecido, espécie que foi extinta há mais de três milhões de anos.
Alguns dos exemplares recuperados superam os 7 cm de comprimento. A coleta de um desses dentes ocorreu durante a nona imersão da exploração de 2026, operação acompanhada remotamente pelo primeiro-ministro das Ilhas Cook, Mark Brown. A remoção do fóssil foi realizada de modo a preservar a integridade do ambiente ao redor.
Processo de fossilização e composição mineral
O dente do predador gigante passou por um processo de fossilização e posterior revestimento por minerais ricos em manganês e ferro. Ao atingir o fundo do oceano, a peça serviu como núcleo para a criação de um nódulo polimétálico, acumulando camadas minerais lentamente ao longo de milhões de anos.
Essa característica explica a presença de múltiplos dentes presos a essas massas minerais. Como o esqueleto dos tubarões é formado majoritariamente por tecidos conjuntivos e cartilagem — materiais com baixa durabilidade —, os dentes são as estruturas que melhor resistem ao tempo e permitem a preservação de dados químicos sobre o oceano antigo.
Valor científico e geológico
Para a NOAA, esses fósseis funcionam como arquivos naturais, pois absorvem terras raras e elementos traço dos sedimentos e da água. A concentração de neodímio nessas peças, por exemplo, é fundamental para a reconstrução de antigos padrões de circulação oceânica.
A missão nas Ilhas Cook visa a obtenção de amostras, dados e imagens sobre os nódulos polimétálicos do leito marinho. Embora tais formações possuam recursos valiosos, a descoberta de fósseis metálicos amplia o interesse científico, fornecendo evidências sobre a evolução do oceano e processos geológicos ocorridos.