Expedição dos EUA encontra depósito de eletrodomésticos a 1.500 metros de profundidade no Golfo do México
Uma expedição da NOAA localizou um depósito de eletrodomésticos a 1.500 metros de profundidade no Golfo do México. Os resíduos, provenientes do Appliance Park, consistem em geladeiras, freezers e máquinas de lavar que caíram de um contêiner. A fauna local, incluindo corais e peixes, integrou as estruturas metálicas ao ecossistema marinho
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Uma expedição da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), operando a partir do navio Okeanos Explorer, identificou um campo de detritos a 1.500 metros de profundidade no Golfo do México. O que inicialmente foi detectado por sonar como uma anomalia compatível com um naufrágio revelou-se, após a descida de um veículo controlado remotamente, como um depósito de eletrodomésticos descartados.
A natureza dos detritos
A exploração do leito marinho revelou a presença de grandes cubos brancos danificados, com componentes metálicos, cabos e plásticos expostos. A hipótese de um navio naufragado foi descartada quando a equipe localizou placas de metal com instruções de segurança e funcionamento, além de um contêiner de transporte vermelho deformado, identificado pelo código ITLU7330160.
A carga espalhada pelo fundo do oceano consistia em geladeiras, freezers e máquinas de lavar de marcas como GE e RCA. Uma etiqueta encontrada nos destroços vinculava os produtos ao Appliance Park, localizado em Louisville, Kentucky. Devido à falta de embalagens originais, os pesquisadores estimam que os aparelhos estivessem sendo transportados para fins de reciclagem quando o contêiner caiu de uma embarcação, possivelmente durante uma tempestade.
Impacto ambiental e colonização biológica
Batizada informalmente de "Deep Clean", a descoberta evidenciou a onipresença da atividade humana mesmo em áreas remotas do oceano. A equipe de pesquisa observou que a profundidade de 1,5 quilômetro, frequentemente imaginada como um ambiente intacto, abriga resíduos industriais gráficos.
Apesar da natureza artificial dos objetos, a fauna local começou a integrar os resíduos ao ecossistema. As imagens capturadas mostraram a fixação de hidroides e corais nas estruturas metálicas, enquanto peixes de grande porte utilizavam o entorno do contêiner como abrigo, transformando o cemitério de eletrodomésticos em superfícies de suporte para organismos marinhos.