Foguete chinês é atingido por raio durante decolagem e consegue colocar satélite em órbita
O foguete Long March-3B foi atingido por um raio 30 segundos após a decolagem em Xichang, na China. O veículo não sofreu danos e colocou um satélite de comunicações em órbita para a Estação Espacial Tiangong
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Um raio atingiu o foguete Long March-3B cerca de 30 segundos após a decolagem do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, na China, ocorrida na última quinta-feira (23). Apesar do impacto, o veículo espacial não sofreu danos e completou a missão de colocar um satélite de comunicações em órbita, destinado a prestar suporte à Estação Espacial Tiangong e a outras missões tripuladas chinesas.
Histórico de descargas atmosféricas em lançamentos
O incidente com a nave chinesa soma-se a outros casos registrados na exploração aeroespacial. Em 2019, o foguete russo Soyuz também foi atingido por um raio logo após a partida, mantendo a integridade estrutural e conseguindo orbitar o satélite Glasnost.
Contudo, nem todos os eventos resultaram em sucesso. Em novembro de 1969, durante a missão Apollo 12 da NASA, o foguete Saturno V foi atingido por raios em duas ocasiões, o que provocou danos permanentes em sensores e instrumentos de bordo.
Riscos e protocolos de segurança
O evento mais crítico ocorreu em 1987, envolvendo o foguete Atlas/Centaur-67, da United Launch Alliance. Na ocasião, a potência da descarga elétrica causou a falha de um dos computadores de guia da nave, resultando na desintegração do veículo.
Devido à gravidade desse acidente, a NASA implementou critérios mais rigorosos para a autorização de lançamentos sob condições climáticas adversas. Atualmente, a agência utiliza protocolos baseados em estudos meteorológicos precisos para mitigar os riscos de descargas atmosféricas durante as operações espaciais.