Força Espacial dos EUA instalará sistema de laser para derrubar drones em Cabo Cañaveral
A Força Espacial dos EUA instalará um sistema de laser de energia direcionada em Cabo Cañaveral, na Flórida, para derrubar drones. A medida responde a mais de 500 voos não autorizados em 2025 na base que atende empresas como SpaceX e Blue Origin. A defesa integrará canhões laser ao programa Lattice para detecção e resposta automática
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A Força Espacial dos EUA implementará um sistema de laser de energia direcionada na base de Cabo Cañaveral, na Flórida, com o objetivo de interceptar e derrubar drones que invadam o espaço aéreo restrito da instalação. A medida visa reforçar a segurança de um complexo estratégico utilizado por empresas como SpaceX, Blue Origin, ULA e Relativity Space em missões para o Pentágono.
A decisão ocorre após a detecção de mais de 500 voos não autorizados sobre a base apenas em 2025. Embora a origem e a finalidade dessas incursões sejam desconhecidas, a frequência dos eventos representa um risco às operações espaciais e à proteção de segredos militares.
Tecnologia de defesa e monitoramento
A nova infraestrutura de segurança na Space Launch Delta 45 (SLD 45) será composta por um sistema de defesa multicamadas. A estratégia combina a utilização de canhões laser com o programa Lattice, que integra dados de sensores e radares militares para criar imagens tridimensionais, permitindo a detecção e a resposta automática a aeronaves não autorizadas. Além disso, a base já conta com um sistema de interferência de rádiofrequência ativo desde dezembro de 2025.
Diferente das ondas de rádiofrequência, os lasers — testados pelo Laboratório de Pesquisa da Força Aérea (AFRL) e semelhantes ao sistema Iron Beam de Israel — são a opção preferencial de interceptação por não interferirem nos componentes eletrônicos das naves espaciais.
Desafios técnicos e operacionais
Apesar da eficácia nos testes, a tecnologia de armas de laser enfrenta limitações físicas. O poder destrutivo do feixe de luz é reduzido por condições climáticas adversas, como chuva, névoa e nuvens, que dispersam a luz. Outro ponto crítico é a necessidade de sistemas de resfriamento para lidar com as altas temperaturas geradas pelo equipamento.
A implementação em Cabo Cañaveral é complexa devido à extensão da área, que abrange cerca de 65 quilômetros quadrados de terreno aberto e costeiro, facilitando múltiplas vias de entrada para invasores.
Contexto estratégico e expansão
A modernização da base é considerada prioritária para a Joint Interagency Task Force 401 (JIATF 401), agência que já havia instalado tecnologia similar na base de mísseis de White Sands. O movimento faz parte de um esforço maior de Washington para manter a supremacia militar em órbitas interestelares e de baixa altitude, especialmente diante da pressão da China.
A urgência na instalação do sistema acompanha o crescimento do volume de operações. A previsão é que a base alcance 300 lançamentos anuais em breve, com a meta de chegar a 1.000 lançamentos e reentradas por ano até o fim da década de 2020. Ainda não há um cronograma definido para a conclusão da implementação, nem a confirmação se a proteção se estenderá ao Kennedy Space Center.