Ciência

Fósseis encontrados na Península Ibérica confirmam a presença do dinossauro Diplodocus na Europa

15 de Setembro de 2026 às 06:06 2 min de leitura

Pesquisadores da Fundação Conjunta de Paleontologia de Teruel-Dinópolis localizaram fósseis de Diplodocus em El Castellar, na Península Ibérica. O achado de 14 vértebras caudais e cheurones confirma a presença do gênero na região há 150 milhões de anos. A descoberta indica que esses dinossauros transitavam entre a Europa e a América do Norte

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Fósseis encontrados na Península Ibérica confirmam a presença do dinossauro Diplodocus na Europa
Restos de un diplodocus en el Museo de Historia Natural de Londres. Foto: Reuters

A descoberta de fósseis na Península Ibérica altera a compreensão geográfica sobre a distribuição do Diplodocus, gênero de dinossauro anteriormente associado quase exclusivamente à América do Norte. Pesquisadores da Fundação Conjunta de Paleontologia de Teruel-Dinópolis localizaram, no sítio arqueológico de La Tejería, em El Castellar, 14 vértebras caudais e ossos conhecidos como cheurones, estruturas típicas da cauda desse animal.

Conexões geográficas no Jurássico Superior

O espécime habitou a região há 150 milhões de anos, durante o Jurássico Superior. Naquele período, a configuração do Oceano Atlântico era distinta da atual, sendo significativamente mais estreito. Essa característica geológica permitia que grupos de dinossauros realizassem deslocamentos ocasionais entre as massas de terra que originariam a Europa e a América do Norte.

A análise dos fósseis, publicada no Journal of Vertebrate Paleontology, confirma a presença do gênero Diplodocus em solo ibérico, embora a espécie exata não tenha sido determinada. O achado oferece evidências concretas de que essas criaturas podiam transitar livremente entre os continentes.

Impacto no mapeamento paleontológico

A identificação desses ossos em Teruel preenche uma lacuna científica, já que a presença do Diplodocus na geografia ibérica havia sido sugerida anteriormente, mas nunca formalizada em publicações.

De acordo com especialistas em paleontologia e ciências da terra, a semelhança óssea entre as populações de ambos os lados do oceano indica que a deriva genética não foi suficiente para diferenciar as espécies a ponto de torná-las irreconhecíveis. A integração desses novos dados ao acervo de saurópodes do Jurássico Superior na Península Ibérica permite a reconstrução mais precisa do cenário biológico e migratório da época.

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