Ciência

Fotografia na Nova Zelândia registra 14 mil rastros de satélites em imagem do céu noturno

29 de Outubro de 2026 às 18:00 2 min de leitura

O astrofotógrafo Brendan Larsen registrou cerca de 14 mil rastros de satélites em uma composição fotográfica na Nova Zelândia. A imagem, feita com 578 fotos, estima a passagem de 1.400 equipamentos, corroborando dados de que 16 mil satélites orbitam a Terra

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Fotografia na Nova Zelândia registra 14 mil rastros de satélites em imagem do céu noturno
Brendan Larsen/Reprodução

Uma composição fotográfica realizada na Nova Zelândia revelou a densidade de objetos artificiais em órbita, registrando cerca de 14 mil rastros de satélites em uma única imagem do céu noturno. O trabalho, desenvolvido pelo astrofotógrafo e professor Brendan Larsen, evidencia a transformação drástica da visibilidade espacial em comparação a seis anos atrás, quando a presença desses equipamentos em registros fotográficos era ocasional.

Metodologia do registro

Para capturar a movimentação orbital sobre o Monte Taranaki, Larsen utilizou uma sequência de 578 fotografias, cada uma com tempo de exposição de oito segundos, totalizando quase duas horas de observação. O processo de finalização demandou 45 horas de edição, nas quais o autor removeu os rastros das estrelas para isolar e reunir as marcas luminosas deixadas pelos satélites em uma composição única.

Embora a imagem final apresente 14 mil rastros, o número de equipamentos individuais é menor, já que um mesmo objeto pode ter sido capturado em diferentes exposições. A estimativa é de que aproximadamente 1.400 satélites tenham cruzado o campo de visão durante a sessão. O volume de tráfego surpreendeu o autor, que chegou a identificar uma média de 25 satélites por fotografia em determinados momentos da sequência.

Panorama da órbita terrestre

O registro visual corrobora dados do site de rastreamento Orbital Radar, que aponta a existência de cerca de 16 mil satélites orbitando a Terra. Desse total, aproximadamente 10 mil pertencem à Starlink, a rede de internet via satélite da empresa SpaceX.

A repercussão do trabalho foi expressiva nas redes sociais, onde a fotografia alcançou cinco milhões de visualizações em uma semana, enquanto um vídeo em timelapse do evento superou a marca de seis milhões de acessos.

Impactos ambientais

A expansão das constelações de satélites traz preocupações sobre a poluição luminosa e seus reflexos na fauna, especialmente em animais noturnos como mariposas e morcegos. Além disso, há alertas sobre a reentrada desses equipamentos na atmosfera ao final de sua vida útil.

O processo de incineração durante a queda pode liberar substâncias poluentes nas camadas superiores da atmosfera, cujos efeitos a longo prazo ainda são incertos, mas que demandam maior atenção diante do crescimento acelerado do número de objetos em órbita.

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