Fotógrafo do Kuwait vence concurso de astronomia com imagem da Nebulosa do Tubarão
O Observatório Real de Greenwich anunciou os vencedores da 18ª edição do concurso Fotógrafo de Astronomia do Ano ZWO. O kuwaitiano Ali Alobaidly venceu o prêmio principal com a imagem da Nebulosa do Tubarão, recebendo 10 mil libras esterlinas. As obras premiadas ficam em exposição no Museu Marítimo Nacional de Londres desde 18 de setembro
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O Observatório Real de Greenwich, em Londres, anunciou no dia 17 de setembro os vencedores da 18ª edição do concurso Fotógrafo de Astronomia do Ano ZWO. A competição premiou registros de diversos fenômenos celestes, como galáxias, auroras, planetas e a atividade solar. As obras selecionadas serão expostas no Museu Marítimo Nacional de Londres a partir de 18 de setembro.
O grande vencedor e a Nebulosa do Tubarão
O prêmio principal foi concedido ao fotógrafo Ali Alobaidly, do Kuwait, pela imagem intitulada "O Predador Silencioso". A fotografia retrata a Nebulosa do Tubarão (LDN 1235), situada na constelação de Cepheus, a cerca de 650 anos-luz de distância da Terra. A obra destaca uma nuvem de gás e poeira cuja silhueta remete a um tubarão.
Para capturar a imagem na província de Jahra, em agosto de 2025, Alobaidly utilizou:
- Telescópio Askar 140 APO;
- Montagem Sky-Watcher EQ8-R;
- Câmera ZWO ASI2600MM Pro.
O trabalho, produzido ao longo de dois dias, rendeu ao fotógrafo um prêmio de 10 mil libras esterlinas. Alobaidly relacionou a composição da imagem, que sobrepõe a figura do predador marinho ao deserto do Kuwait, à sua conexão pessoal com o Universo e com a história de seus ancestrais.
Fenômenos planetários e solares
Na categoria Planetas, Cometas e Asteroides, Tom Williams, do Reino Unido, venceu com a obra "Equinócio de Saturno". A foto registra os anéis do planeta quase de perfil, perspectiva rara devido ao ciclo orbital de Saturno, que dura quase 30 anos. O registro marca também o início da primavera no hemisfério sul do planeta.
Já a categoria Nosso Sol foi vencida pelo português Miguel Claro. Com a imagem "Região Ativa 4122", capturada por um telescópio de banda dupla, o fotógrafo detalhou a fotosfera (camada superficial do Sol), evidenciando pontos brilhantes e células de convecção compostas por plasma ou gás superaquecido.
Outro destaque ocorreu na categoria Nossa Lua, com a obra "Pérola de Vênus na Lua", de Petr Horalek, da República Tcheca. A foto, tirada em 19 de setembro de 2025, flagrou o momento em que a Lua passou à frente de Vênus, fazendo com que o planeta surgisse como uma esfera brilhante na borda do crescente lunar.
Paisagens, galáxias e registros históricos
A categoria Galáxias premiou os chineses 智鹏 严 e Xinran Li por sua imagem da NGC 4753. Localizada na constelação de Virgem, a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra, a galáxia foi fotografada no Chile e revela faixas de poeira complexas ao redor de seu núcleo luminoso.
Outras premiações incluíram:
- Auroras: Radoslav Sviretsov, da Bulgária, registrou uma aurora boreal sobre uma igreja na Islândia, entre Keflavík e Reykjavík, aproveitando a ausência de poluição luminosa.
- Paisagens Celestes: O italiano Stefano Pellegrini utilizou longa exposição e saturação para criar a obra "Rastro de estrelas de Botswana", que combina trilhas luminosas com a silhueta de baobás em Nxai Pan.
- Pessoas e Espaço: Max Inwood, da Nova Zelândia, venceu com "Uma Mensagem dos Antigos", unindo o céu estrelado a petróglifos do deserto da Califórnia que, possivelmente, representam as 13 luas cheias anuais.