Fotógrafo registra arco-íris circular raro em região montanhosa da China
Um fotógrafo registrou um arco-íris circular nesta quarta-feira (29) na Vila de Guojiang, província de Qinghai, na China. O fenômeno ocorreu em uma região montanhosa sob céu limpo e a imagem foi divulgada pela agência *China News Service
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Um fenômeno raro foi registrado nesta quarta-feira (29) na Vila de Guojiang, localizada na Prefeitura Autônoma Tibetana de Golog, na província de Qinghai, no noroeste da China. Um entusiasta da fotografia capturou a imagem de um arco-íris circular que se formou sobre a região montanhosa sob um céu limpo.
A ocorrência do evento é favorecida pelo período de agosto, época de verão no país, quando as condições climáticas aumentam a probabilidade de surgimento de arco-íris. A imagem do registro foi disponibilizada pela agência China News Service (CNS).
A geometria do fenômeno
Embora a percepção comum seja a de um arco semicircular, todos os arco-íris possuem, na verdade, um formato circular. A diferença reside no fato de que a superfície da Terra geralmente bloqueia a visão da parte inferior do círculo. A visualização completa da circunferência ocorre apenas quando não há esse bloqueio, como em situações de voo sobre uma região.
Outro detalhe técnico da estrutura desse fenômeno é a presença de duas camadas: o arco principal e o secundário, este último posicionado como uma circunferência ligeiramente mais afastada.
Condições para a formação
A visualização de um arco-íris exige a combinação precisa de sol e chuva, mas depende fundamentalmente do ângulo de incidência da luz e da posição do observador. Para que o fenômeno seja visível, o Sol deve estar posicionado atrás de quem observa, enquanto a chuva ocorre à frente.
Esse evento é mais frequente no início da manhã ou no final da tarde, momentos em que os raios solares atingem a atmosfera com a inclinação ideal para encontrar as gotas de chuva no ângulo correto.
O processo físico da luz
O efeito visual é resultado de um processo de refração e reflexão. Quando a luz solar entra em uma gota de chuva, ela sofre refração e é refletida internamente diversas vezes antes de sair. Nesse momento, a gota atua como um prisma, decompondo a luz branca do Sol nas cores que formam o espectro visível.
Os raios deixam a gota em ângulos variando entre 40° e 42°, onde cada ângulo específico corresponde a uma cor diferente.
A visibilidade do fenômeno é extremamente dependente da posição do observador. Como as cores só são percebidas quando a luz atinge os olhos exatamente nesse intervalo de 40° a 42°, qualquer mudança de lugar altera o ângulo de recepção da luz, o que pode modificar a aparência do arco-íris ou fazê-lo desaparecer completamente.