Fragmento de foguete da SpaceX deve colidir com a Lua no dia 5 de agosto
Um fragmento de 13,8 metros de um foguete Falcon 9 deve colidir com a Lua no dia 5 de agosto, às 2h44. O detrito, monitorado pelo astrônomo Bill Gray, atingirá a região da cratera Einstein a 8.700 km/h
Um fragmento de um foguete Falcon 9, da SpaceX, com aproximadamente 13,8 metros de altura, deve colidir com a Lua no dia 5 de agosto. A previsão, divulgada em 29 de abril, indica que o impacto ocorrerá por volta das 2h44 (horário da costa leste dos Estados Unidos), em uma região situada entre os lados visível e oculto do satélite, nas proximidades da cratera Einstein.
O cálculo foi realizado pelo astrônomo Bill Gray, que utilizou o software Project Pluto para rastrear o objeto. A trajetória do detrito foi monitorada por levantamentos astronômicos em mais de mil ocasiões durante o último ano, permitindo estimar que a colisão aconteça a uma velocidade de 8.700 km/h. Devido à intensidade reduzida do clarão gerado pelo impacto, a observação direta da Terra, mesmo com o auxílio de telescópios potentes, é improvável.
O estágio do foguete em questão foi lançado no início de 2025 para transportar duas espaçonaves rumo à Lua: o módulo Blue Ghost, da Firefly Aerospace, que pousou com êxito, e o Hakuto-R, da empresa japonesa ispace, que caiu na superfície lunar após a perda de contato com a Terra. Após cumprir a missão, o componente permaneceu orbitando o sistema Terra-Lua.
Embora o evento não represente riscos para a Lua ou para outras naves em operação, o episódio evidencia a negligência no descarte de equipamentos espaciais. O movimento desses detritos é previsível, pois é regido pela gravidade de corpos como Sol, Terra, Lua e planetas, mas a permanência de lixo em órbitas próximas gera debates sobre a necessidade de estratégias mais seguras, como o envio de estágios usados para órbitas solares.
Apesar do problema ambiental espacial, o impacto pode oferecer um ganho científico caso seja possível estudar a cratera recém-formada pela colisão.