Governo dos Estados Unidos libera primeiros documentos secretos sobre objetos voadores não identificados
O governo dos Estados Unidos publicou, em 8 de maio de 2026, 161 registros secretos sobre objetos voadores não identificados, incluindo documentos de agências federais, vídeos e imagens. O Projeto Galileo analisou o material e não encontrou evidências de origens exóticas, classificando os registros como artefatos ópticos ou objetos humanos
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O governo dos Estados Unidos iniciou a desclassificação de documentos sobre objetos voadores não identificados (OVNIs/FANIs), publicando o primeiro lote de arquivos secretos em 8 de maio de 2026. O conjunto de dados, que totaliza 161 registros, inclui 82 documentos do Departamento de Guerra, 56 do FBI, 12 da NASA e 8 do Departamento de Estado, além de 28 vídeos e 14 imagens. Entre o material liberado, destaca-se uma carta de 1947 endereçada ao chefe do Estado Maior das Forças Aéreas mencionando discos voadores, evidenciando que altos comandos militares e agências governamentais monitoram tais fenômenos globalmente há décadas.
A divulgação desses arquivos, comentada pelo presidente Trump, visa integrar o tema ao debate público e científico, dado que a natureza desses objetos — se de fabricação humana, fenômenos naturais ou de origem não humana — impacta diretamente a ciência básica e a segurança nacional. Novas remessas de documentos devem ser publicadas nas próximas semanas, aguardando a revisão burocrática de dados com maior nível de qualidade, incluindo 46 vídeos solicitados pela congressista Anna Paulina Luna.
O Projeto Galileo, iniciativa dedicada a triangular objetos no céu e utilizar inteligência artificial para analisar sua natureza, examinou o material recém-liberado. A análise técnica do grupo concluiu que nenhum dos objetos registrados apresenta características extraordinárias que justifiquem a hipótese de uma origem exótica. As imagens foram interpretadas como artefatos ópticos, reflexos de câmera ou objetos de fabricação humana, enquanto os detalhes dos vídeos se mostraram insuficientes. No caso de luzes registradas na superfície lunar em missões Apolo, a interpretação indica que podem ser artefatos ópticos ou flashes causados por impactos de asteroides, conforme relatado por astronautas do Artemis II.
Apesar da ausência de evidências exóticas neste lote, a busca por anomalias persiste. O Projeto Galileo argumenta que a vasta infraestrutura de sensores do Departamento de Guerra e da inteligência dos EUA, cujo orçamento supera massivamente o de pesquisas independentes, pode ter detectado fenômenos que escaparam à ciência convencional. A determinação da velocidade, distância e aceleração desses objetos é fundamental para verificar se superam a tecnologia humana atual.
A possibilidade de visitas interestelares é sustentada por dados astronômicos: considerando que a maioria das estrelas se formou há bilhões de anos, haveria tempo suficiente para que sondas chegassem ao sistema solar, mesmo utilizando a velocidade de foguetes contemporâneos — superando a estimativa de que a nave Voyager levaria mil anos para cruzar a Via Láctea. Essa perspectiva resgata a questão científica formulada por Enrico Fermi em 1950 sobre a localização de outras civilizações, tratando a possibilidade de contato não como filosofia, mas como uma hipótese a ser respondida por meio de dados concretos.