Ilha de La Palma é descartada como sede do Telescópio de 30 Metros
A ilha de La Palma foi descartada como sede do Telescópio de 30 Metros (TMT). O consórcio internacional rejeitou a proposta espanhola, que previa investimento de 1 bilhão de euros no Observatório do Roque de los Muchachos
:format(jpg)/f.elconfidencial.com%2Foriginal%2Fd52%2F157%2Fb9d%2Fd52157b9d322e34c2632e1a30706c90b.jpg)
A ilha de La Palma, nas Canárias, foi descartada como local para a instalação do Telescópio de 30 Metros (TMT). A notificação da rejeição da proposta para sediar a infraestrutura no Roque de los Muchachos foi encaminhada ao Conselho de La Palma por meio do Instituto de Astrofísica das Canárias.
O projeto consiste na construção do maior telescópio óptico e infravermelho do hemisfério norte, equipado com um espelho primário de 30 metros de diâmetro para permitir a exploração do universo com detalhamento inédito.
Detalhes da proposta e financiamento
Para viabilizar a chegada do TMT, o Governo da Espanha, com apoio do Banco Europeu de Investimentos, disponibilizou um pacote financeiro de até 1 bilhão de euros. Além do aporte econômico, a candidatura espanhola enfatizava a excelência científica do Observatório do Roque de los Muchachos.
A proposta incluía:
- Prontidão técnica: estudos de engenharia e permissões já finalizados.
- Governança: um modelo estável para assegurar os direitos de todos os membros do consórcio internacional durante a operação do projeto.
Histórico e disputa de localidade
O Havaí era a opção prioritária do consórcio responsável pelo TMT. No entanto, a resistência da população nativa local abriu espaço para que La Palma surgisse como alternativa, resultando em um processo de negociação que durou ao menos 10 anos. Apesar dos esforços institucionais e da diplomacia científica, a proposta financeira e técnica da Espanha foi rejeitada.
O Ministério de Ciência, Inovação e Universidades manifestou pesar diante da decisão do consórcio internacional. A pasta afirmou ter mobilizado todos os recursos e capacidades institucionais para defender os interesses da ciência espanhola e das Canárias, reiterando que a região possui condições extraordinárias e um céu excepcional para a astronomia.