Ciência

Jovem Maranhense, 16 Anos, Vence Prêmio Internacional com Projeto Inovador para Tratamento de Queimaduras

05 de Março de 2026 às 06:17

A estudante maranhense Sofia Mota Nunes, com 16 anos, conquistou destaque na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), apresentando um projeto sobre "pele artificial" para regeneração celular e tratamento de queimaduras. Ela recebeu o prêmio de US$ 750 em uma das categorias da competição. O projeto foi desenvolvido com orientação do professor Carlos Fonseca Sampaio, na Escola Santa Teresinha, em Imperatriz

A estudante maranhense Sofia Mota Nunes conquistou destaque internacional na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), uma das principais disputas pré-universitária de ciência e engenharia do mundo. Com apenas 16 anos, ela apresentou um projeto inovador sobre "pele artificial" destinada à regeneração celular e ao tratamento de queimaduras.

Sofia desenvolveu a pesquisa com orientação do professor Carlos Fonseca Sampaio, na Escola Santa Teresinha, em Imperatriz. O trabalho foi reconhecido como um dos melhores da categoria "Special Awards", patrocinado pela Mary Kay Inc., e recebeu o prêmio de US$ 750.

O projeto apresentado por Sofia é uma película biocompatível projetada para atuar como suporte à regeneração da pele, com foco em situações de queimaduras. A iniciativa visa criar uma alternativa que favoreça a proliferação e a regeneração celular, produzindo amostras em ambiente de laboratório escolar.

A Regeneron ISEF é um evento internacional que reúne jovens pesquisadores das mais diversas partes do mundo para apresentarem suas descobertas. A edição de 2025 contou com cerca de 1.700 finalistas, vindos de mais de 60 países e regiões.

O reconhecimento recebido por Sofia é um exemplo da capacidade dos estudantes brasileiros em desenvolver projetos inovadores e alcançar visibilidade internacional nas áreas científicas e tecnológicas. A história da jovem maranhense reúne a resolução de problemas globais, como queimaduras, com a criatividade e o método rigoroso próprios das pesquisas acadêmicas.

A divulgação oficial do resultado oferece um caminho para verificar as informações apresentadas por Sofia e sua equipe. O prêmio recebido é uma reconhecimento ao mérito dentro de uma competição estudantil de grande porte, sem equivaler a autorização de uso médico ou patente concedida.

A participação brasileira na disputa passou por credenciamentos nacionais, e o nome de Sofia aparece nas listas públicas de premiados divulgadas por entidades que acompanham o desempenho do país no evento. A delegação brasileira voltou a figurar entre os premiados em categorias variadas na edição de 2025.

O projeto desenvolvido por Sofia é um exemplo da conexão com linhas amplas de investigação em biomateriais e medicina regenerativa, campos que estudam estratégias para apoiar a recuperação de tecidos. A escolha do assunto tem peso global porque queimaduras continuam associadas a alta morbidade e mortalidade em diferentes países.

A Organização Mundial da Saúde estima que queimaduras provoquem cerca de 180 mil mortes por ano no mundo, com impacto maior em países de baixa e média renda. A solução apresentada por Sofia é apenas um exemplo das pesquisas acadêmicas e inovações desenvolvidas para apoiar a recuperação de tecidos.

A história da jovem maranhense reúne, ao mesmo tempo, um problema de saúde conhecido em qualquer país e a capacidade de transformar um tema técnico em pesquisa estruturada. O reconhecimento recebido por Sofia é um exemplo da importância das feiras nacionais e redes de iniciação científica no desenvolvimento dos projetos estudantis brasileiros.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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