Lua cheia ocorre no dia 26 de outubro com melhor visibilidade na noite anterior
A Lua cheia ocorre em 26 de outubro, às 1h12, sem a classificação de superlua. O mês apresenta ainda a chuva de meteoros Orionídeas, com pico em 21 de outubro, e aproximações aparentes do satélite com Marte e Júpiter
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O calendário astronômico de outubro apresenta diversos eventos, com destaque para a Lua cheia, que ocorrerá no dia 26, às 1h12 (horário de Brasília). Para quem deseja observar o satélite com aparência totalmente iluminada, a melhor oportunidade será na noite de domingo (25) para segunda-feira (26).
Nesta data, o nascimento da Lua variará conforme a região: em Porto Alegre (RS) será às 18h24; em São Paulo (SP), às 17h56; em Brasília (DF), às 17h51; no Rio de Janeiro (RJ), às 17h40 e em Recife (PE), às 16h48.
Apesar do brilho intenso, o evento não será classificado como uma superlua, pois o satélite estará a aproximadamente 369 mil quilômetros da Terra. O perigeu — ponto de maior proximidade com o nosso planeta — acontecerá apenas no dia 28. A próxima superlua está prevista para 24 de novembro.
Ciclo lunar e fases do mês
As fases da Lua resultam da variação da parte iluminada pelo Sol que é visível da Terra enquanto o satélite orbita o planeta. O ciclo de outubro seguirá a seguinte cronologia (horário de Brasília):
- Quarto minguante: 3 de outubro, às 10h25;
- Lua nova: 10 de outubro, às 12h50;
- Quarto crescente: 18 de outubro, às 13h13;
- Lua cheia: 26 de outubro, às 1h12.
O intervalo entre duas luas novas, denominado lunação, dura cerca de 29 dias e meio. Por esse motivo, as fases não coincidem com o início e o fim dos meses civis. O ciclo iniciado em 10 de outubro terá seu encerramento em 9 de novembro.
Fenômenos e observações astronômicas
O mês contará com aproximações aparentes entre a Lua e outros planetas. Na madrugada de 5 de outubro, Marte aparecerá próximo ao satélite na direção leste. No dia seguinte, 6 de outubro, ocorrerá um encontro aparente entre a Lua e Júpiter, também no leste, antes do amanhecer. Na ocasião, a Lua estará minguante, com 20% de iluminação, e Júpiter se destacará como um ponto brilhante ao lado dela.
Embora em regiões da África, Caribe e América do Norte ocorra a ocultação (quando a Lua esconde o planeta), no Brasil os astros serão vistos apenas lado a lado, mantendo a enorme distância real que os separa no espaço.
Meteoros e eclipses
Entre 2 de outubro e 7 de novembro, o céu será palco da chuva de meteoros Orionídeas, originada por detritos do cometa Halley. O pico do fenômeno acontece na madrugada de 21 de outubro, embora a visibilidade dos meteoros mais fracos possa ser prejudicada pela Lua em fase crescente avançada.
Quanto aos eclipses, não há registros desse tipo para outubro. O próximo eclipse lunar, de caráter penumbral e quase imperceptível, ocorrerá em fevereiro de 2027. Eventos mais visíveis no Brasil estão previstos para janeiro de 2028 (parcial) e junho de 2029 (total).