Lua não é inerte: terremotos lunares são detectados em sismógrafos instalados nas missões Apolo
Sismógrafos instalados nas missões Apolo detectaram terremotos lunares com magnitude até 5,5 graus e duração superior a dez minutos. Esses fenômenos são causados pela contração interna da Lua e influência da gravidade da Terra. A NASA busca implantar uma rede de sismógrafos para avaliar o risco desses eventos em futuras missões
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A Lua não é um corpo inerte e silencioso do ponto de vista geológico, como muitas vezes se acredita. A evidência disso está nos chamados "terremotos lunares", ou sismos lunares, que são fenômenos detectados pelos sismógrafos instalados nas missões Apolo e posteriormente analisados pela NASA.
Esses movimentos podem atingir até 5,5 graus de magnitude e durar mais de dez minutos. Isso é superior à duração de muitos terremotos na Terra. O estudo desses fenômenos é fundamental para entender o interior oculto do satélite.
A NASA classifica os sismos lunares em diferentes tipos, dependendo da sua origem. Existem sismos profundos, localizados a centenas de quilômetros abaixo da superfície e relacionados com as forças gravitacionais causadas pela Terra. Além disso, também são registrados sismos causados pelo resfriamento gradual da Lua.
Um dos fatores determinantes é a contração interna da Lua, que perde calor ao longo de milhões de anos e diminui seu diâmetro aproximadamente 50 metros. Isso gera tensões na crosta lunar, que se rompe formando falhas visíveis como pequenos penhascos escalonados.
A influência da gravidade da Terra também desempenha um papel decisivo nos sismos lunares. Um estudo liderado por Thomas Watters do Smithsonian revisou os dados coletados entre 1969 e 1977, localizando com maior precisão 28 sismos superficiais próximos a falhas visíveis.
A NASA enfatiza a necessidade de implantar uma nova rede de sismógrafos para avaliar o risco real dos "terremotos lunares" em futuras missões. A análise desses dados pode fornecer informações valiosas sobre o interior oculto da Lua e ajudar os cientistas a entender melhor esses fenômenos.
A equipe de pesquisa da NASA também identificou mais de 3,5 mil crateras na superfície lunar através das imagens do Lunar Reconnaissance Orbiter. Essa descoberta pode fornecer informações valiosas sobre a história geológica da Lua e ajudar os cientistas a entender melhor o processo de formação desses craters.
A sismóloga da NASA, Renee Weber, enfatiza que é fundamental continuar estudando esses fenômenos para avaliar o risco real dos "terremotos lunares" em futuras missões. Além disso, a análise desses dados pode fornecer informações valiosas sobre o interior oculto da Lua e ajudar os cientistas a entender melhor esses fenômenos.
A contração interna da Lua é um fato fundamental para entender esses sismos lunares. À medida que perde calor, seu diâmetro diminuiu aproximadamente 50 metros nos últimos milhões de anos. Isso gera tensões na crosta lunar, que se rompe formando falhas visíveis como pequenos penhascos escalonados.
A influência da gravidade da Terra também desempenha um papel decisivo nos sismos lunares. Um estudo liderado por Thomas Watters do Smithsonian revisou os dados coletados entre 1969 e 1977, localizando com maior precisão 28 sismos superficiais próximos a falhas visíveis.
A equipe de pesquisa da NASA também identificou mais de 3.500 crateras na superfície lunar através das imagens do.