Maio de 2026 terá duas luas cheias e o fenômeno da Lua Azul no Brasil
Maio de 2026 terá duas luas cheias, com a segunda, chamada de Lua Azul, ocorrendo no dia 31. O satélite estará em seu ponto mais distante da Terra, sendo classificado como microlua. O fenômeno será visível a olho nu em todo o Brasil
O mês de maio de 2026 apresentará a ocorrência de duas luas cheias, fenômeno que acontece, em média, a cada 18 meses. A segunda lua cheia do mês, programada para o dia 31, é denominada Lua Azul. O pico de iluminação do satélite ocorrerá às 5h45, no horário de Brasília, embora a plenitude seja visível desde a noite de 30 de maio.
A Lua Azul ocorre devido à diferença entre o calendário gregoriano e o ciclo sinódico lunar, que dura aproximadamente 29 dias, 12 horas e 44 minutos. Como a maioria dos meses possui 30 ou 31 dias, é possível que duas luas cheias coexistam no mesmo período se a primeira ocorrer logo no início do mês. Em maio de 2026, a primeira lua cheia acontece no dia 1º, viabilizando a segunda no dia 31. Caso a primeira tivesse ocorrido no dia 2, a subsequente cairia em junho, anulando o fenômeno.
Apesar da nomenclatura, o satélite não assumirá a cor azul, mantendo a aparência habitual: branca no ponto mais alto do céu e amarelada ou alaranjada próxima ao horizonte. O termo "blue moon" originou-se da língua inglesa para descrever eventos raros e foi consolidado na astronomia popular a partir de 1946, por meio de um artigo da revista Sky & Telescope.
O evento de maio de 2026 terá a particularidade de coincidir com o apogeu lunar, o ponto da órbita elíptica onde a Lua se encontra mais distante da Terra. Com uma distância de aproximadamente 401.017 quilômetros — superior à média de 384 mil quilômetros —, o satélite será classificado como microlua. Isso resultará no menor disco lunar cheio visível no Brasil durante todo o ano de 2026.
A diferença física entre uma microlua e uma superlua pode atingir 14% no diâmetro aparente e 30% no brilho. Para efeito de comparação, a Lua Azul de maio será menor que a superlua prevista para dezembro de 2026, com uma diferença orbital de cerca de 45 mil quilômetros entre as duas.
O fenômeno poderá ser observado a olho nu em todo o território brasileiro, inclusive em cidades com poluição luminosa moderada, sem a necessidade de filtros ou equipamentos de proteção. A janela de observação mais conveniente para o público será a noite de sábado, 30 de maio, especialmente durante o nascimento da Lua no horizonte leste, próximo ao pôr do sol. O uso de binóculos ou telescópios permitirá a visualização de crateras e mares lunares, enquanto aplicativos como SkyMap, Star Walk e Stellarium podem auxiliar na localização.
Além da Lua Azul, que estará posicionada na constelação de Escorpião com a estrela Antares próxima ao disco lunar, o céu apresentará Vênus e Júpiter brilhantes no horizonte oeste após o pôr do sol. Estrelas como Spica e Arcturus também estarão visíveis.
O ano de 2026 será atípico, registrando dois meses com duas luas cheias: maio e outubro. Essa repetição ocorre quando o mês de fevereiro transcorre sem nenhuma lua cheia. No total, a frequência de luas azuis é inferior a seis por década.