Ciência

Mais de 30 mil moedas romanas do século IV encontradas em excelente estado de conservação no fundo marinho da Sardenha

08 de Março de 2026 às 11:41

Mais de 30 mil moedas romanas foram encontradas em excelente estado de conservação, perto da praia Arzachena, na costa da Sardenha. A maioria das peças foi cunhada entre 324 e 340 d.C., período do Império Romano tardio. O achado sugere que há mais moedas escondidas no local subaquático

Na costa da Sardenha, perto de Arzachena, um mergulhador fez uma descoberta inédita: mais de 30.000 moedas romanas do século IV foram encontradas em excelente estado de conservação. A maioria das peças cunhada entre 324 e 340 d.C., período do Império Romano tardio, quando as moedas follis circulavam amplamente em bronze e cobre.

O achado foi feito por mergulhadores que exploravam uma área de areia próxima à praia, cercada por ervas marinhas. Ao remover um objeto brilhante da vegetação submersa, eles logo descobriram a presença de dezenas de milhares espalhadas no mesmo local.

Segundo as autoridades italianas, o peso total do material sugere que há ainda mais moedas escondidas na área. Estima-se que pelo menos 30.000 exemplares e possivelmente até 50.000 moedas estejam reunidas na mesma área subaquática.

A conservação das peças é considerada excepcional, o que é raro para objetos metálicos que permaneceram tanto tempo sob o mar. A concentração das peças no mesmo ponto levou os arqueólogos a considerar a hipótese de um naufrágio antigo ainda não identificado.

A composição do fundo marinho da região pode preservar estruturas submersas e materiais históricos por longos períodos. Até agora, nenhum naufrágio foi confirmado, mas os especialistas mantêm expectativa de novas investigações subaquáticas para tentar explicar a concentração das moedas.

Além das moedas, fragmentos de paredes de jaras com duas alças foram encontrados durante a escavação. Esses vestígios reforçam a possibilidade de que recipientes tenham transportado parte das moedas antes de chegarem ao fundo marinho.

Luigi La Rocca afirma que o achado revela um importante patrimônio arqueológico submerso, aguardando ser estudado e preservado. A descoberta pode abrir novos caminhos para a pesquisa sobre a história do Império Romano e sua influência na região.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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