Ciência

Mapa da Via Láctea revela detalhes inéditos do centro galático com nuvens gigantes de gás molecular

13 de Março de 2026 às 06:16

Um novo mapa da Via Láctea foi criado por uma equipe liderada por Steven Longmore utilizando o radiotelescópio ALMA. O levantamento detalhado mostra a distribuição de gás frio e poeira cósmica no centro galático, incluindo nuvens enormes compostas principalmente por hidrogênio e monóxido de carbono. A região central da galáxia é considerada dinâmica com força gravitacional intensa exercida pelo buraco negro supermassivo Sagitário A

Um novo mapa da Via Láctea revela detalhes inéditos do centro galático. A equipe de cientistas liderada por Steven Longmore utilizou o radiotelescópio ALMA, instalado no deserto do Atacama, para criar um levantamento extremamente detalhado da região central da galáxia.

O mapa tridimensional mostra a distribuição dos gás frio e poeira cósmica que dão origem às estrelas. Os cientistas identificaram enormes nuvens de gás molecular, compostas principalmente por hidrogênio e monóxido de carbono. Esses materiais são conhecidos por dar origem a novas estrelas quando entram em colapso gravitacional.

A região central da galáxia é extremamente dinâmica, com o buraco negro supermassivo Sagitário A* exercendo uma força gravitacional intensa sobre as nuvens de gás. Longmore comparou esse fenômeno a um ralo de banheira, onde a água é puxada para o centro.

O estudo utilizou espectroscopia para analisar as frequências da luz emitida por moléculas presentes no gás e detectar o efeito Doppler. Isso permitiu aos cientistas construir um mapa detalhado da região central, que inclui mais de 70 linhas espectrais moleculares.

A pesquisa também revelou a presença de substâncias orgânicas complexas como metanol e etanol, consideradas precursoras de aminoácidos. Esses blocos fundamentais das proteínas são essenciais para a vida.

Além disso, estudos recentes sugerem que o Sol pode não ter nascido onde está atualmente. Dados do satélite Gaia indicam que nossa estrela pode ter surgido muito mais perto do centro da galáxia e se deslocado até sua posição atual.

Essa hipótese sugere que a mudança de posição do Sol dentro da galáxia pode ter tido consequências importantes para a história da vida na Terra. Regiões centrais são extremamente intensas e perigosas, enquanto áreas mais externas tendem a ser mais estáveis.

O projeto envolveu cerca de 160 cientistas de diferentes países e demonstrou como projetos científicos modernos dependem cada vez mais de cooperação internacional, tecnologia avançada e observatórios espaciais ou terrestres.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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