Ciência

Microrrobôs magnéticos manipulam objetos 45 mil vezes mais pesados que eles mesmos

03 de Março de 2026 às 07:14

Um enxame de microrrobôs magnéticos foi capaz de manipular objetos com massa 45.000 vezes maior que a sua própria, graças ao uso inovador de um sistema de torque hídrico desenvolvido pela equipe do Instituto Max Planck para Sistemas Inteligentes e universidades internacionais.

Os robôs utilizam uma rotação induzida por campo magnético externo para criar correntes circulares capazes de transferir energia mecânica, aumentando a força até 3.6 × 10⁻⁹ newton-metros quando se sincronizam em grupo.

Os testes realizados no laboratório demonstraram que o enxame conseguiu realizar tarefas complexas e coordenadas, como girar engrenagens e rotacionar estruturas tridimensionais

Microrrobôs magnéticos manipulam objetos 45 mil vezes mais pesados que eles mesmos
Max Planck Institute for Intelligent Systems

Um enxame de microrrobôs magnéticos foi capaz de manipular objetos com massa 45.000 vezes maior que a sua própria, graças ao uso inovador de um sistema de torque hídrico. A pesquisa liderada pelo Instituto Max Planck para Sistemas Inteligentes (MPI-IS), na Alemanha, abriu novas possibilidades em microrrobótica e medicina.

A equipe internacional, composta por pesquisadores do MPI-IS, da Universidade de Michigan e da Universidade Cornell, desenvolveu um sistema que utiliza a rotação induzida por um campo magnético externo para criar correntes circulares capazes de transferir energia mecânica. Ao se sincronizarem em grupo, os robôs aumentam essa força até 3,6 × 10⁻⁹ newton-metros.

"O torque hídrico oferece uma forma fundamentalmente nova de manipular objetos delicados que medem apenas alguns milímetros", afirma Gaurav Gardi, um dos principais autores e pesquisador pós-doutoral no Departamento de Inteligência Física do MPI-IS. "Isso permite trabalhar com componentes frágeis sem danificá-los".

Os testes realizados em laboratório demonstraram que o enxame conseguiu girar engrenagens, acionar sistemas mecânicos e rotacionar estruturas tridimensionais com uma massa superior a 45.000 vezes maior do que a de um único microrrobô. Além disso, os pesquisadores mostraram que a direção e velocidade do movimento podem ser ajustadas variando o número de unidades, sua frequência de rotação ou disposição espacial.

A equipe também observou comportamentos emergentes adaptativos nos enxames, alternando entre movimentos dispersos e deslocamentos coordenados sobre superfícies. Essa reorganização autônoma permite que eles se adaptem a diferentes tarefas, desde a montagem de microestruturas até a manipulação simultânea de múltiplos objetos em ambientes líquidos.

"Ao compreender e controlar o torque hídrico, avançamos para sistemas de microrrobôs programáveis, capazes de realizar tarefas complexas e coordenadas", afirma Metin Sitti, ex-responsável pelo departamento no MPI-IS e atual presidente da Universidade Koç. A equipe acredita que essa tecnologia pode impulsionar a microfabricação de precisão e futuras aplicações na engenharia biomédica.

A descoberta abre novas possibilidades para o desenvolvimento de sistemas de microrrobôs programáveis, capazes de realizar tarefas complexas e coordenadas. Além disso, essa tecnologia pode ser aplicada em áreas como a microfabricação de precisão e futuras aplicações na engenharia biomédica.

Com informações de El Confidencial

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