Ciência

Missão Artemis II registra fenômenos científicos inéditos durante sobrevoo ao lado oculto da Lua

11 de Maio de 2026 às 09:35

A missão Artemis II sobrevoou o lado oculto da Lua entre 1º e 11 de abril, resultando em perda temporária de comunicação com a Terra. A tripulação observou flashes de impacto, poeira no cráter Ohm e variações cromáticas no terreno. A astronauta Christina Koch registrou a percepção do relevo lunar e a ocorrência de um eclipse

Missão Artemis II registra fenômenos científicos inéditos durante sobrevoo ao lado oculto da Lua
NASA

A missão Artemis II, lançada em 1º de abril e com pouso concretizado dez dias depois, aproximou a humanidade do retorno à Lua, previsto para 2028. Durante a operação, a nave Orion sobrevoou o lado oculto do satélite, resultando em uma perda de comunicação direta com a Terra devido à geometria do voo. Esse silêncio poderia ter sido evitado caso a NASA solicitasse a utilização do satélite chinês Quequiao-2, mas a tripulação precisou executar suas tarefas sem o suporte imediato do controle de missão.

Esse período de isolamento permitiu a observação de fenômenos científicos impossíveis de serem estudados a partir do nosso planeta, como flashes de impacto na superfície lunar. A tripulação também registrou a poeira levantada sobre o cráter Ohm e variações de cores no terreno.

Christina Koch, a única mulher a viajar para a Lua até então, descreveu a percepção do satélite como um cenário real, composto por relevos e sombras, distanciando-se da imagem bidimensional de fotografias. A astronauta relatou a experiência de observar um eclipse com o Sol oculto atrás da Lua, enquanto a superfície lunar era suavemente iluminada pelo brilho terrestre — fenômeno que ocorre quando a luz solar reflete na Terra e atinge o satélite. Koch definiu a cena como a coisa mais sinistra que já amou. Ao restabelecer o contato com a base terrestre, a astronauta expressou o alívio de ouvir a Terra novamente.

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