Ciência

Missão Artemis II supera recorde de distância da Terra e orbita a Lua com tripulação

07 de Abril de 2026 às 12:10

A missão Artemis II levou quatro tripulantes a 406.771 quilômetros da Terra, superando o recorde da Apolo 13. A nave Orion orbitou a Lua, registrando imagens da face oculta e do planeta. O pouso no Oceano Pacífico está previsto para daqui a quatro dias

Missão Artemis II supera recorde de distância da Terra e orbita a Lua com tripulação
Europa Press/NASA

A missão Artemis II estabeleceu um novo marco na exploração espacial ao levar quatro tripulantes a uma distância de 406.771 quilômetros da Terra, superando o recorde anterior, registrado pela Apolo 13 em 1970, por aproximadamente 6.000 quilômetros. A bordo da nave Orion, Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen realizaram a primeira órbita completa ao redor da Lua em mais de meio século, permitindo a observação direta, a olho nu, tanto da face visível quanto da face oculta do satélite.

Durante a trajetória, a tripulação registrou a primeira fotografia da Terra capturada a partir da face oculta da Lua, imagem divulgada recentemente pela Casa Branca. O registro ocorreu enquanto o planeta ficava oculto atrás do horizonte lunar. Outro evento documentado foi um eclipse solar total, observado do espaço pelos quatro astronautas durante quase uma hora.

A operação incluiu uma janela de observação de sete horas, na qual a tripulação completou uma volta ao redor do satélite em cerca de quatro horas. Nesse percurso, a nave atingiu a proximidade máxima de 6.500 quilômetros da superfície lunar. A passagem pela face oculta resultou em uma interrupção programada nas comunicações com a Terra por 40 minutos, devido ao posicionamento físico da nave atrás da Lua. Antes da perda de sinal, Victor Glover enviou a mensagem "estamos aqui da Lua", e o contato foi retomado com a imagem da Terra reaparecendo como uma meia-lua na borda do satélite.

A missão adotou uma metodologia de observação rigorosa, com turnos em pares focados em objetivos geológicos. Os astronautas fotografaram diversos pontos de interesse, com destaque para o Mare Orientale, estrutura complexa e de difícil visualização em trajetórias anteriores. A presença humana permitiu a identificação de nuances de cores, sombras profundas e relevos tridimensionais que diferem da percepção de cinza uniforme, detalhando aspectos que sondas automatizadas não conseguem captar com a mesma precisão.

Após concluir a órbita e atingir a distância máxima do planeta, a Orion iniciou o retorno. O pouso no Oceano Pacífico está previsto para ocorrer em quatro dias.

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