Ciência

Molar de mastodonte do Pacífico é encontrado acidentalmente em reserva natural na Califórnia

17 de Setembro de 2026 às 18:07 2 min de leitura

Um molar de mastodonte do Pacífico foi encontrado acidentalmente em uma reserva natural no condado de San Mateo, Califórnia. O fóssil de um indivíduo adulto foi doado à Universidade de Stanford para a realização de datação por carbono. Estimativas preliminares indicam que a peça tenha cerca de 10.000 anos

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Molar de mastodonte do Pacífico é encontrado acidentalmente em reserva natural na Califórnia
Midpeninsula Regional Open Space District

Um molar fossilizado de um mastodonte do Pacífico (Mammut pacificus), espécie extinta ao final da última Era do Gelo, foi encontrado acidentalmente em uma reserva natural no condado de San Mateo, Califórnia. O achado ocorreu durante uma expedição de campo liderada pela geomorfóloga Brigid Lynch, da Balance Hydrologics, que realizava melhorias no habitat da rã de patas vermelhas da Califórnia.

O fragmento, inicialmente confundido com uma rocha entre os sedimentos do leito de um riacho, revelou-se um dente de um indivíduo adulto. O paleontólogo Wayne Thompson, da Pacific Paleontology, destacou que a peça apresenta um estado de conservação impecável, sendo o molar mais completo e espetacular já registrado na região.

Características da espécie

O Mammut pacificus foi classificado como uma espécie distinta em 2019. Diferente dos mamutes, que se alimentavam de gramíneas em áreas abertas, os mastodontes habitavam florestas e regiões arborizadas, utilizando seus molares para triturar folhas e frutos do período pleistoceno.

A anatomia do mastodonte do Pacífico permitiu a diferenciação de outros proboscídeos da época, como o mastodonte americano. As principais distinções incluem:

  • Dentes mais estreitos;
  • Ossos das pernas mais grossos;
  • Diferenças na estrutura dos chifres.

Em termos de porte, os machos dessa espécie podiam pesar entre oito e nove toneladas, atingindo aproximadamente 3 metros de altura. O animal habitou áreas que hoje compreendem o México, as Montanhas Rochosas, Oregon e Califórnia.

Análise e preservação

O fóssil foi doado à Universidade de Stanford. Agora, pesquisadores da Doerr School of Sustainability utilizarão a datação por carbono para precisar a idade do espécime. Estimativas preliminares indicam que o molar tenha cerca de 10.000 anos, data próxima ao desaparecimento desses grandes mamíferos.

Para Christine Garcia, responsável pela coleção de espécimes geocientíficos de Stanford, a peça é fundamental para a observação da biodiversidade do passado, enquanto Wayne Thompson ressalta que a descoberta acrescenta um novo elemento ao entendimento da história natural da Califórnia durante a Era do Gelo.

Com informações de El Confidencial

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