Mulheres de Bolotana têm chance de chegar aos 100 anos três vezes maior que a média italiana
Mulheres de Bolotana, na Itália, têm 13,83% de chance de atingir os 100 anos, índice superior à média nacional de 3,54%. Estudo da revista Frontiers in Aging associa a longevidade a fatores genéticos, alimentares, sociais e atividade física. A localidade é candidata a *zona azul
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A vila de Bolotana, localizada na ilha de Sardinha, na Itália, apresenta índices de longevidade feminina que podem redefinir o mapa das zonas azuis globais. Um estudo publicado na revista Frontiers in Aging revelou que as mulheres dessa localidade possuem uma probabilidade de atingir os 100 anos mais de três vezes superior à média nacional italiana.
Probabilidades de centenários
A análise estatística indica que mulheres de 70 anos residentes em Bolotana têm 13,83% de chance de completar um século de vida, enquanto a média geral da Itália para a mesma faixa etária é de 3,54%. Esse cenário reflete-se em uma expectativa de vida que supera os 20 anos adicionais após os 70.
S. Jay Olshansky, epidemiologista da Universidade de Illinois em Chicago e coautor da pesquisa, avalia que essa população feminina pode ser a mais longeva do planeta ou estar muito próxima desse patamar.
Fatores ambientais e demográficos
O município conta com apenas 2.266 habitantes e situa-se a aproximadamente 110 quilômetros da primeira zona azul identificada há vinte anos. A precisão dos dados foi viabilizada por meio de registros de batismo e arquivos municipais, que permitem a verificação rigorosa da idade dos centenários.
Embora a causa exata da longevidade excepcional ainda não tenha sido determinada, a investigação aponta para a combinação de quatro pilares:
- Genética;
- Alimentação baseada em produtos cultivados localmente;
- Atividade física, impulsionada pelo terreno montanhoso e pelo hábito de caminhar;
- Laços sociais e comunitários estreitos.
Critérios de validação
Apesar dos números expressivos, Bolotana é classificada atualmente como candidata a zona azul. A cautela dos cientistas deve-se à variação dos dados conforme o período analisado; entre 2015 e 2019, por exemplo, a probabilidade estimada de as mulheres atingirem os 100 anos caiu para 1,46%. Novas investigações são necessárias para confirmar a estabilidade desses índices e as causas definitivas da sobrevivência prolongada na região.