NASA identifica formação geológica de 600 milhões de anos na Serra de Caldas em Goiás
A NASA identificou a Serra de Caldas, em Goiás, através do satélite Landsat 9. A formação geológica de 240 km² possui cerca de 600 milhões de anos e alimenta os aquíferos que originam as águas termais da região. A área integra o Parque Estadual de Caldas Novas desde 1970
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A NASA identificou, por meio do satélite Landsat 9 e seu instrumento OLI-2, a Serra de Caldas, também chamada de Doma de Caldas Novas, no estado de Goiás. A formação geológica se destaca na paisagem central do Brasil como uma estrutura ovalada de aproximadamente 240 km², elevando-se cerca de 300 metros em relação ao terreno ao redor.
Embora a elevação seja real, a meseta pode apresentar um efeito óptico de inversão do relevo, fazendo com que a estrutura pareça, em certas imagens, uma depressão no solo. Estimativas de um estudo realizado em 2004 indicam que a formação possui ao menos 600 milhões de anos.
Hidrologia e águas termais
A Serra de Caldas opera como uma espécie de esponja natural. Grande parte da precipitação que atinge a região infiltra-se no subsolo através das rochas, alimentando os aquíferos sob a meseta. Esse mecanismo de armazenamento e condução hídrica reforça a importância do Cerrado como a "cuna das águas", essencial para o abastecimento de bacias hidrográficas e reservas subterrâneas.
Esse sistema de infiltração é a origem das águas termais de Caldas Novas e Rio Quente. O aquecimento da água não provém de atividade vulcânica, mas sim de um processo natural: a água desce por fraturas e falhas rochosas até profundidades onde a temperatura do interior da Terra a aquece, retornando depois à superfície. Esse ciclo garante a manutenção do fluxo de água quente mesmo em épocas de seca.
Preservação do ecossistema
A superfície da formação é integralmente coberta pelo Cerrado, savana tropical que abriga milhares de espécies. A imagem de satélite evidencia o contraste entre a vegetação preservada da serra e as extensas áreas agrícolas que dominam o entorno nas últimas décadas.
Desde 1970, a meseta e as terras adjacentes integram o Parque Estadual de Caldas Novas, unidade criada para a proteção da biodiversidade local. A fauna e flora da região incluem espécies emblemáticas, como:
- Lobo-guará (que se alimenta de frutos da lobeira);
- Seriema de patas vermelhas;
- Pequi.