Ciência

NASA investe em robô para explorar tubos de lava no subsolo da Lua

19 de Outubro de 2026 às 18:11 2 min de leitura

A NASA investiu 175 mil dólares no projeto Lunar Underground eXplorer (LUX), da Stone Aerospace, para criar um robô que explore tubos de lava na Lua. O veículo utilizará fibra óptica e laser para transmitir dados e energia em cavidades como a Mare Tranquillitatis. O objetivo é viabilizar a coleta de dados geológicos e a busca por locais protegidos contra a radiação

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NASA investe em robô para explorar tubos de lava no subsolo da Lua
NASA

A NASA investiu 175 mil dólares, por meio do programa NASA Innovative Advanced Concepts (NIAC), no desenvolvimento de um veículo robótico projetado para explorar tubos de lava no subsolo da Lua. O projeto, chamado de Lunar Underground eXplorer (LUX) e liderado pela Stone Aerospace, busca viabilizar a entrada em cavidades lunares onde a comunicação convencional e a luz solar são inexistentes.

O alvo inicial da missão é a abertura de Mare Tranquillitatis, uma cavidade com dimensões de 100 por 88 metros e 133 metros de profundidade. Dados do Lunar Reconnaissance Orbiter sugerem que esse ponto de entrada pode dar acesso a um tubo de lava subterrâneo que se estende por quilômetros, criando um ambiente isolado por rochas que bloqueiam sinais de GPS e conexões sem fio com a superfície.

Tecnologia de energia e comunicação

Para superar o isolamento do subsolo, o sistema LUX utilizará a arquitetura Power-over-Fiber (PoF). Enquanto o robô avança pelos túneis, ele implantará atrás de si uma fibra óptica leve e resistente. Um módulo de pouso ou rover na superfície enviará um laser através desse cabo, garantindo que o explorador permaneça operacional mesmo sem visibilidade direta.

Essa infraestrutura de fibra óptica cumpre três funções essenciais:

  • Transmissão de dados em alta velocidade através das paredes rochosas;
  • Fornecimento de energia elétrica para o veículo;
  • Aumento do impulso do sistema de propulsão a gás frio, utilizando a energia do laser.

A escolha por um sistema de propulsão não poluente é estratégica para evitar a contaminação de medições científicas em um ambiente lunar preservado.

Fases de desenvolvimento e objetivos científicos

A etapa atual da pesquisa foca na otimização de massa, tamanho e potência do projeto, além de estudar a transferência de calor do laser para o propelente. Estimativas da Stone Aerospace indicam que um laser entre 1 e 2 kW pode ampliar a duração da missão, embora o ganho exato de desempenho na propulsão ainda precise de validação. Uma fase posterior prevê testes com um laser de fibra de 1.070 nm transmitido por um quilômetro de cabo.

A exploração desses túneis é prioritária porque as estruturas subterrâneas oferecem proteção natural contra a radiação cósmica, tornando-se locais potenciais para a instalação de bases lunares habitadas. Além disso, as cavernas preservam registros geológicos fundamentais da Lua. Caso a tecnologia se prove viável, o modelo poderá ser adaptado para a exploração de cavernas em Marte.

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