Ciência

Nave privada LINK apresenta instabilidade técnica durante missão para elevar órbita do Observatório Neil Gehrels Swift

31 de Julho de 2026 às 09:09

A nave LINK, da Katalyst Space Technologies e NASA, apresenta instabilidade técnica e rotação em diversos eixos devido a falhas em rodas de reação e propulsores. A equipe utiliza propulsão elétrica para estabilizar o veículo, que deve elevar a órbita do Observatório Neil Gehrels Swift em 240 km

Nave privada LINK apresenta instabilidade técnica durante missão para elevar órbita do Observatório Neil Gehrels Swift
NASA

A nave privada LINK, enviada para elevar a órbita do Observatório Neil Gehrels Swift, apresenta instabilidade técnica após começar a girar em torno de diversos eixos. O incidente ocorreu durante o último fim de semana, comprometendo o controle de atitude do veículo e gerando comunicações intermitentes.

A investigação preliminar aponta que duas das três rodas de reação da nave estão inoperantes, somando-se a uma perda parcial de capacidade no sistema de propulsores de gás frio. Apesar disso, a Katalyst Space Technologies e a NASA confirmam que os sistemas essenciais permanecem ativos, incluindo o fornecimento de energia, o braço robótico, os sensores de aproximação e as comunicações nas bandas S e L, além da propulsão elétrica.

Estratégia de recuperação

Para estabilizar a nave, a equipe técnica utiliza propulsores elétricos orientáveis para reduzir gradualmente a velocidade de rotação. O próximo passo envolve a modificação do software e dos esquemas de controle para adaptar a operação aos atuadores que ainda estão disponíveis.

A missão, iniciada com o lançamento em 3 de julho de 2026, prevê que a LINK realize a inspeção visual do telescópio e a verificação de pontos de fixação. Após essa etapa, o veículo deve acoplar-se ao observatório via sistema robótico para elevá-lo em aproximadamente 240 km.

Preservação do telescópio Swift

O objetivo da manobra é interromper a queda do Swift, que no início de julho orbitava a cerca de 360 km da Terra. O telescópio, lançado em 20 de novembro de 2004 para monitorar explosões de raios gama e fenômenos extremos em luz visível, ultravioleta, raios X e raios gama, sofre com a resistência atmosférica.

Esse processo de redução de altitude foi intensificado pela atividade solar registrada durante o máximo solar de 2024. Cálculos da NASA realizados no início de 2025 indicavam que a reentrada na atmosfera poderia ocorrer no verão de 2026, com estimativas posteriores apontando 90% de probabilidade de queda antes de 2027. A estabilização da LINK é, portanto, fundamental para prolongar a vida útil científica do instrumento.

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