Ciência

Objeto metálico encontrado em Minnesota pode ser fragmento de foguete chinês de internet via satélite

20 de Outubro de 2026 às 18:01 2 min de leitura

Um objeto metálico de 3,35 metros de diâmetro foi encontrado em uma plantação de milho em Minnesota, nos Estados Unidos. Autoridades investigam se o fragmento pertence ao foguete chinês Zhuque-2E, lançado em setembro

-0:00
Objeto metálico encontrado em Minnesota pode ser fragmento de foguete chinês de internet via satélite
Gabinete do Xerife do Condado de Stevens, Minnesota

Um objeto metálico com cerca de 3,35 metros de diâmetro foi localizado em uma plantação de milho no município de Scott, condado de Stevens, em Minnesota, nos Estados Unidos. O achado ocorreu na última quarta-feira (14), após o escritório do xerife local receber um chamado por volta das 15h30 relatando a presença de destroços desconhecidos na área rural.

A estrutura, que não oferece riscos à população, mobilizou autoridades estaduais e federais para a identificação de sua origem e proprietário. As características físicas do material sugerem que se trate de lixo espacial.

Hipótese de origem chinesa

A principal linha de investigação aponta que o fragmento pertença ao foguete Zhuque-2E, lançado em 15 de setembro no noroeste da China. A missão em questão visava posicionar dez satélites para a constelação Qianfan, um projeto de internet via satélite similar à rede Starlink.

Dois fatores principais sustentam a conexão entre o objeto e a missão chinesa:

  • Dimensões: O diâmetro do estágio superior do Zhuque-2E é de 3,35 metros, medida idêntica à da peça encontrada em Minnesota.
  • Relatos visuais: Na noite de 15 de setembro, moradores do Meio-Oeste dos Estados Unidos observaram bolas de fogo no céu, com trajetória e horário compatíveis com a reentrada do foguete na atmosfera.

Se a hipótese for confirmada, o destroço teria permanecido no campo por quase um mês antes de ser reportado.

Responsabilidade internacional

Embora a ligação com o Zhuque-2E ainda não tenha sido oficializada, o caso levanta questões sobre a legislação espacial. De acordo com as normas internacionais, o país que realiza o lançamento é o responsável por danos causados por destroços, independentemente de a missão ter sido conduzida por uma empresa privada. Contudo, as regulamentações sobre a reentrada de foguetes na atmosfera ainda possuem lacunas jurídicas.

Notícias Relacionadas