Ciência

Pacientes com histórico de COVID-19 grave têm 24% mais risco de desenvolver câncer de pulmão

14 de Março de 2026 às 12:06

Pesquisadores americanos encontraram um maior risco de desenvolver câncer de pulmão em pessoas que tiveram COVID-19 graves ou outras formas severas de infecção respiratória. O estudo analisou dados de pacientes hospitalizados e identificou alterações no sistema imunológico dos pulmões após uma infecção grave. A pesquisa sugere que vacinas contra vírus respiratórios podem ajudar a evitar esses danos aos pulmões

Pesquisadores americanos descobriram que pessoas que tiveram COVID-19 graves ou outras formas severas de infecção respiratória podem ter um maior risco de desenvolver câncer de pulmão no futuro. O estudo, publicado na revista científica Cell em março, analisou dados de pacientes hospitalizados e experimentos laboratoriais.

Os pesquisadores da Universidade da Virgínia (UVA) encontraram que infecções respiratórias intensas podem provocar inflamação pulmonar prolongada. Isso cria um ambiente favorável ao desenvolvimento de tumores meses ou até anos após a doença. Eles observaram também que alterações no sistema imunológico dos pulmões após uma infecção respiratória grave podem favorecer o surgimento de células cancerígenas.

Os cientistas identificaram mudanças nas células que revestem os pulmões e nos pequenos sacos de ar responsáveis pela respiração. Essas alterações contribuem para manter o tecido pulmonar em constante inflamação, facilitando a formação do câncer.

O estudo também encontrou uma ligação entre infecções respiratórias severas e câncer de pulmão está relacionada à inflamação persistente nos tecidos pulmonares. Os pesquisadores observaram que pacientes hospitalizados por COVID-19 graves apresentam cerca de 24% mais diagnósticos de câncer de pulmão em comparação com pessoas que não tiveram infecções respiratórias severas.

Os cientistas defendem que as vacinas contra vírus respiratórios podem ajudar a evitar muitas das alterações pulmonares associadas ao risco de câncer. Isso acontece porque a vacinação permite que o sistema imunológico responda mais rapidamente ao vírus, reduzindo assim os danos aos pulmões.

A descoberta reforça a importância do acompanhamento médico frequente para pessoas que tiveram COVID-19 graves ou outras formas severas de infecção respiratória. Os especialistas defendem também que o monitoramento pode incluir exames de imagem, como tomografias do pulmão, para identificar possíveis tumores ainda em estágios iniciais.

A pesquisa sugere que detectar o câncer de pulmão precocemente aumenta significativamente as chances de tratamento bem-sucedido. Além disso, os cientistas concordam que estudos futuros devem determinar quais grupos apresentam maior vulnerabilidade e qual estratégia de monitoramento é mais eficaz.

A descoberta destaca a importância da vigilância contínua dos pacientes com histórico de infecções respiratórias severas. Além disso, os especialistas enfatizam que as vacinas contra vírus respiratórios podem ser uma ferramenta importante para prevenir o desenvolvimento do câncer de pulmão em pessoas que tiveram COVID-19 graves ou outras formas severas de infecção respiratória.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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