Ciência

Peixes fornecem material para implantes corneais biocompatíveis em estudos promissores

12 de Março de 2026 às 18:19

A Universidade de Granada alcançou um marco na engenharia de tecidos ao desenvolver córneas artificiais com escamas de peixes. A patologia da córnea é um dos maiores desafios para a medicina ocular, levando muitos pacientes a precisar passar por transplantes complexos e dependentes da disponibilidade de órgãos. Os implantes biocompatíveis criados pela equipe mostraram resultados positivos em laboratório e estudos com animais

Peixes fornecem material para implantes corneais biocompatíveis em estudos promissores
YouTube/UGRmedia

A equipe de pesquisa liderada pela Universidade de Granada (UGR) alcançou um marco significativo na engenharia de tecidos ao desenvolver uma córnea artificial a partir das escamas de peixes. Este avanço promete revolucionar o tratamento de doenças oculares, oferecendo uma alternativa ao transplante tradicional.

A patologia que afeta a córnea é um dos maiores desafios para a medicina ocular. Sem vasos sanguíneos e com capacidade limitada de regeneração, essa estrutura apresenta dificuldades em se recuperar quando sofre danos graves. Como resultado, muitas pessoas com doenças corneais graves precisam passar por um transplante.

O processo de transplante é complexo e depende da disponibilidade de órgãos e das listas de espera. Com o objetivo de superar esses limitações biológicas, os pesquisadores do Grupo de Engenharia de Tecidos desenvolveram implantes corneais utilizando escamas comuns como as carpas.

O material utilizado pelas escamas apresenta características estruturais adequadas para reproduzir a transparência e resistência da córnea. A equipe liderada por Miguel Alaminos realizou testes que demonstraram os resultados positivos tanto em laboratório quanto em estudos com animais, onde o material foi implantado.

Os implantes biocompatíveis resistentes e transparentes foram criados a partir das escamas de peixe, abrindo novas perspectivas para o tratamento de doenças da córnea. Além disso, esses resultados permitem valorizar um recurso natural derivado da pesca que poderia impulsionar o setor em uma região com inúmeras restrições.

A equipe também destaca a importância de se buscar novos métodos eficazes na regeneração sem depender da doação de órgãos, sujeita a listas de espera. Com esses avanços promissores e acessíveis, os pesquisadores estão perto de oferecer uma alternativa revolucionária para o tratamento das doenças que afetam a córnea.

Com informações de El Confidencial

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