Pesquisadores americanos alcançam marco importante em busca da matéria escura com sensores criogénicos no SNOLAB
Pesquisadores americanos alcançaram marco importante em busca da matéria escura com o lançamento de sensores criogénicos no SNOLAB. Os detectores foram resfriados a temperaturas próximas ao zero absoluto, cerca de 2.000 metros abaixo da superfície terrestre. O experimento SuperCDMS visa capturar partículas invisíveis que atravessam o planeta sem deixar rastros
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Pesquisadores americanos alcançaram marco importante em busca da matéria escura com o lançamento de sensores criogénicos no SNOLAB. Esses detectores foram resfriados a temperaturas próximas ao zero absoluto, apenas algumas milésimas de grau acima do ponto de congelação mais baixo possível.
O experimento SuperCDMS busca capturar partículas invisíveis que atravessam o planeta sem deixar rastros. Essa estratégia é única em relação a outras abordagens como telescópios ou satélites espaciais, pois desce às profundezas da Terra para reduzir interferências externas e aumentar a precisão das medições.
A instalação científica do SNOLAB está situada mais de 2.000 metros abaixo da superfície, o que atua como um escudo natural contra os raios cósmicos e outras fontes de radiação potencialmente distorcidas. Os detectores internos são fabricados com materiais altamente purificados, incluindo cristais de silício e germânio.
Priscilla Cushman, porta-voz do experimento SuperCDMS, ressaltou a importância da conquista alcançada: "Alcançar a temperatura base é um marco importante em uma campanha de anos para construir uma instalação subterrânea." Isso marca o início das medições que poderão detectar partículas como os WIMPs, fótons escuros ou outras candidatas teóricas.
Se a pesquisa for bem-sucedida, não apenas resolverá um dos maiores mistérios do universo mas também abrirá uma nova etapa na compreensão da matéria escura e sua composição.