Ciência

Pesquisadores australianos criam baratas ciborgues para realizar missões de resgate e prestar assistência médica

29 de Agosto de 2026 às 09:01 2 min de leitura

Pesquisadores australianos criaram os paraborgs, baratas ciborgues controladas remotamente via eletrodos para missões de resgate. Os insetos carregam câmeras e dispositivos de injeção para prestar auxílio médico a vítimas em desabamentos. A tecnologia requer testes adicionais de locomoção, comunicação e segurança antes da aplicação real

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Pesquisadores australianos criam baratas ciborgues para realizar missões de resgate e prestar assistência médica
UNIVERSITY OF QUEENSLAND

Pesquisadores das universidades de Queensland e de Nova Gales do Sul, na Austrália, desenvolveram os paraborgs, baratas ciborgues projetadas para atuar em missões de resgate. Os insetos são equipados com câmeras e mochilas que contêm dispositivos de injeção em miniatura, permitindo a entrega de assistência médica básica a vítimas presas em desabamentos ou terremotos antes da chegada de equipes humanas.

A tecnologia dos paraborgs

O projeto utiliza a barata-gigante-escavadora do norte de Queensland, a espécie mais pesada do mundo, devido à sua robustez. Para viabilizar o controle remoto, a equipe implanta um eletrodo no sistema nervoso do animal, enviando sinais elétricos que direcionam a movimentação do inseto para pontos específicos em ambientes destruídos.

A opção por utilizar seres vivos em vez de robôs fundamenta-se na incapacidade das máquinas atuais de replicar a agilidade, a resistência e o baixo consumo de energia naturais das baratas. Essa estrutura biológica é essencial para navegar em espaços estreitos e terrenos irregulares, onde robôs convencionais encontram limitações de mobilidade.

Desafios para a implementação

Apesar do avanço, o estudo indica que a tecnologia ainda requer testes adicionais antes de ser aplicada em operações reais. Os principais obstáculos técnicos incluem:

  • Aperfeiçoamento da locomoção em terrenos complexos;
  • Estabilidade do sinal de comunicação em estruturas colapsadas;
  • Confiabilidade do mecanismo de injeção para garantir a segurança da vítima.

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