Pesquisadores criam método para extrair colágeno de águas-vivas capturadas acidentalmente por pescadores no Mediterrâneo
Pesquisadores da Universidade Católica de Valência desenvolveram um método para extrair colágeno de águas-vivas da espécie Rhizostoma pulmo capturadas acidentalmente no Mediterrâneo espanhol. O estudo indica que o material mantém a qualidade necessária para uso nas indústrias cosmética, médica e alimentar
:format(jpg)/f.elconfidencial.com%2Foriginal%2Fec7%2Ff3e%2Fbad%2Fec7f3ebadcd1e615c0efb12831c086f8.jpg)
Pesquisadores da Universidade Católica de Valência desenvolveram um método para extrair colágeno marinho de águas-vivas capturadas acidentalmente por pescadores no Mediterrâneo espanhol. O estudo, publicado na revista *Frontiers in Marine Science*, propõe a aplicação da bioeconomia circular para converter um resíduo problemático em matéria-prima para as indústrias cosmética, médica e alimentar.
A proliferação desses animais gelatinosos tem impactado a pesca artesanal na região, pois as criaturas ficam presas nas redes, reduzindo o espaço para espécies comerciais, diminuindo o valor das capturas e aumentando o tempo de trabalho necessário para a limpeza dos equipamentos. Para enfrentar esse cenário, a equipe científica analisou a operação de quatro cooperativas de pescadores locais.
O foco da investigação recaiu sobre a espécie *Rhizostoma pulmo*, conhecida como água-viva barril, a mais frequente nas capturas incidentais. Os cientistas compararam a integridade estrutural do colágeno extraído de espécimes retirados de redes de pesca com aquele obtido por meio de coletas manuais controladas.
Os resultados indicaram que o material proveniente da captura acidental mantém a qualidade e a estrutura necessárias para uso biotecnológico, provando que o descarte desses animais representa a perda de um recurso útil. A partir dessa descoberta, o colágeno extraído pode ser processado para a fabricação de curativos para feridas, estruturas de regeneração de tecidos e outros produtos bioativos.