Ciência

Pesquisadores de Oxford identificam fluidos concentrados em metais nas profundezas de vulcão no Caribe

25 de Agosto de 2026 às 12:43

Pesquisadores da Universidade de Oxford detectaram fluidos concentrados em metais a 2 km de profundidade no vulcão Soufrière Hills, no Caribe. A identificação ocorreu via tomografia sísmica passiva, que revelou uma zona de salmoura quente com potencial para depósitos minerais e energia geotérmica

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Pesquisadores de Oxford identificam fluidos concentrados em metais nas profundezas de vulcão no Caribe
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Pesquisadores da Universidade de Oxford identificaram a presença de fluidos concentrados em metais nas profundezas do vulcão Soufrière Hills, no Caribe. O estudo, divulgado pela revista Geophysical Research Letters, demonstra que a atividade vulcânica pode abrigar reservatórios de substâncias essenciais para a formação de depósitos minerais, permitindo a análise do interior de um vulcão ativo sem a necessidade de perfurações.

Mapeamento sísmico e detecção de fluidos

Para alcançar esse resultado, a equipe analisou dados sísmicos obtidos entre 1996 e 2007 por meio de 23 estações de monitoramento. A reconstrução de uma imagem tridimensional do subsolo foi possível graças ao processamento de milhares de ondas P (mais rápidas) e ondas S (mais lentas). Como a velocidade dessas ondas varia conforme o material atravessado, os cientistas conseguiram diferenciar rocha sólida, magma fundido e zonas saturadas de fluidos.

A análise revelou uma anomalia localizada ao lado do conduto principal do sistema vulcânico, que teve sua última erupção em 2013. Essa região, situada a cerca de 2 km de profundidade e com largura entre 1 km e 1,5 km, contém uma salmoura quente com alta concentração de sais. Esse reservatório é interpretado como um depósito mineral em fase de formação, estágio anterior à solidificação de materiais que compõem as jazidas exploradas em sistemas vulcânicos antigos.

Potencial para metais críticos e energia

A descoberta destaca que vulcões podem atuar como fontes de metais críticos para tecnologias modernas e para a transição rumo a emissões líquidas de zero carbono. Esses elementos circulam dissolvidos em fluidos magmáticos salinos, embora sua detecção seja dificultada pela espessura das rochas e pelas condições hostis do ambiente.

Além da zona de salmoura, o mapa sísmico identificou:

  • Um núcleo vulcânico sólido, onde circulam fluidos geotérmicos;
  • Uma camada de argila próxima à superfície, alterada por essas correntes.

Redução de riscos na exploração

Embora a concentração e os tipos específicos de metais presentes na salmoura ainda precisem ser determinados, a metodologia de tomografia sísmica passiva provou ser eficaz para localizar alvos potenciais. A técnica reduz a necessidade de perfurações prévias em áreas de risco, oferecendo uma resolução adequada para a identificação de recursos de energia geotérmica e minerais em regiões inacessíveis.

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