Ciência

Pesquisadores encontram na Espanha a primeira evidência esquelética do dinossauro Diplodocus fora da América do Norte

20 de Setembro de 2026 às 12:01 2 min de leitura

Pesquisadores da Fundação Dinópolis localizaram em Teruel, na Espanha, fósseis de vértebras e ossos chevron do dinossauro Diplodocus. O material, datado de 150 milhões de anos, representa a primeira evidência esquelética do gênero fora da América do Norte

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Pesquisadores encontram na Espanha a primeira evidência esquelética do dinossauro Diplodocus fora da América do Norte
Estudo de Sergio Sánchez Fenollosa, Josué García-Cobeña e alberto Cobos.

Pesquisadores da Fundação Dinópolis identificaram, no leste da Espanha, a primeira evidência esquelética do dinossauro Diplodocus encontrada fora da América do Norte. O achado, realizado no sítio fossilífero de La Tejería, localizado no município de El Castellar, em Teruel, consiste em diversas vértebras e ossos chevron datados de aproximadamente 150 milhões de anos.

A análise sistemática de 14 vértebras caudais e ossos chevron permitiu a atribuição confiável do material ao gênero Diplodocus, integrante da família dos diplodocídeos dentro do grupo dos saurópodes. O estudo, publicado nesta segunda-feira (14) no Journal of Vertebrate Paleontology, classifica os fósseis como um dos esqueletos de diplodocídeos mais completos já localizados na Europa, região onde o registro fóssil desse grupo é considerado escasso e fragmentário.

Migrações e pontes terrestres

A descoberta reforça a teoria de que, durante o processo de separação dos continentes, existiam meios transitórios de travessia, como recuos episódicos do nível do mar ou pontes terrestres temporárias no proto-Oceano Atlântico. Tais condições teriam permitido que dinossauros terrestres percorressem longas distâncias entre massas de terra em movimento.

Evidências fósseis recentes encontradas na costa atlântica de Portugal e da Espanha corroboram a hipótese de que a Península Ibérica esteve conectada ao atual território do Canadá. Para os autores do estudo, o material encontrado em Teruel é uma das provas mais robustas de intercâmbio faunístico e dispersão episódica através do proto-Atlântico Norte, especificamente entre o intervalo do Kimmeridgiano tardio e o Titoniano inicial.

Além da rota ibérica, as pesquisas indicam a existência de outras conexões geográficas na época, incluindo uma via entre a América do Norte e a Escandinávia, e outra, situada mais ao sul, que ligava as regiões onde hoje se encontram o Brasil e os Camarões. Com a inclusão do Diplodocus, a região de Teruel amplia sua lista de saurópodes gigantes identificados.

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