Ciência

Pesquisadores registram em tempo real a desorganização de redemoinhos magnéticos para o armazenamento de dados

30 de Outubro de 2026 às 15:03 2 min de leitura

Pesquisadores da Alemanha e Noruega registraram a desorganização de skyrmions, redemoinhos magnéticos, em estudo publicado na Nature Nanotechnology. A equipe manipulou as estruturas individualmente para analisar a fusão de redes regulares, visando o desenvolvimento de sistemas de armazenamento de informações e computação neuromórfica

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Pesquisadores registram em tempo real a desorganização de redemoinhos magnéticos para o armazenamento de dados
Pesquisadores conseguiram observar e manipular redemoinhos magnéticos microscópicos chamados skyrmions, estruturas que podem contribuir para computadores menores e mais eficientes.

Pesquisadores da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz, na Alemanha, e da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) registraram, em tempo real, a desorganização de skyrmions, que são minúsculos redemoinhos magnéticos. O estudo, publicado na revista Nature Nanotechnology em 2025 e destacado pelo ScienceDaily em 26 de outubro de 2026, permitiu a observação do processo de fusão — a desorganização de uma rede dessas estruturas que, em condições específicas, se dispõem de forma regular, similar à organização atômica de um cristal.

Durante os experimentos, a equipe conseguiu manipular os redemoinhos individualmente, alterando a forma e o tamanho dos skyrmions. Esse controle é fundamental para que futuras operações magnéticas sejam precisas e reproduzíveis, permitindo compreender como essas estruturas se comportam quando sua organização coletiva é modificada.

Impacto no processamento de dados

As estruturas magnéticas são formadas por padrões organizados de orientação magnética em materiais específicos e podem servir como alternativa aos sistemas eletrônicos convencionais para o armazenamento de informações. A aplicação desses fenômenos visa solucionar gargalos atuais da computação, como a necessidade de maior espaço físico para processamento e o alto consumo de eletricidade.

De acordo com Asle Sudbø, professor da NTNU e responsável pelo Centro de Spintrônica Quântica (QuSpin), a utilização dessas estruturas pode viabilizar dispositivos de armazenamento reduzidos e com maior eficiência energética.

Novas arquiteturas computacionais

Um dos caminhos investigados é a computação neuromórfica, que propõe a criação de sistemas que processem dados de maneira análoga às redes neurais biológicas. Nesse modelo, a computação deixaria de depender exclusivamente de transistores para explorar fenômenos magnéticos em determinadas operações.

Além do processamento, a descoberta impulsiona estudos em spintrônica e fenômenos quânticos topológicos. Embora a pesquisa não tenha apresentado percentuais de economia energética ou a criação de um processador comercial, o avanço é visto como essencial para aumentar a capacidade de processamento sem elevar proporcionalmente o gasto de energia.

Atualmente, a tecnologia permanece em fase de pesquisa. O objetivo seguinte dos cientistas é converter o controle experimental desses redemoinhos magnéticos em componentes estáveis e confiáveis para a execução de operações computacionais.

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