Ciência

Pragas invasoras podem eliminar 1,4 milhão de árvores urbanas nos Estados Unidos até 2050

28 de Outubro de 2026 às 15:06 2 min de leitura

Pragas invasoras, especialmente o besouro-barrenador esmeralda, podem eliminar 1,4 milhão de árvores urbanas nos Estados Unidos até 2050. O prejuízo financeiro anual estimado é de 30 milhões de dólares, com maior risco em cidades como Nova York, Chicago e Milwaukee

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Pragas invasoras podem eliminar 1,4 milhão de árvores urbanas nos Estados Unidos até 2050
Pexels/Rafael Minguet Delgado

A expansão de pragas invasoras coloca em risco a vegetação urbana dos Estados Unidos, com a previsão de que 1,4 milhão de árvores sejam eliminadas até 2050. O cenário é especialmente crítico em cidades com baixa diversidade de espécies vegetais, onde a vulnerabilidade do ecossistema facilita a propagação de insetos.

O impacto do besouro-barrenador esmeralda

O Agrilus planipennis, conhecido como besouro-barrenador esmeralda, é o agente central dessa ameaça, sendo responsável por 90% das perdas estimadas. Um estudo divulgado pelo Journal of Applied Ecology indica que este inseto pode dizimar os carvalhos em mais de 6 mil áreas urbanas do país.

Além do dano ambiental, a crise gera um impacto financeiro significativo. A substituição dos exemplares mortos e a mitigação dos danos podem custar, em média, 30 milhões de dólares por ano.

Áreas de risco e fatores de propagação

A análise científica abrangeu a propagação de 57 espécies invasoras em aproximadamente 30 mil áreas urbanas. Os dados revelam que 95% dos prejuízos ficarão concentrados em menos de 25% das comunidades americanas. Cidades como Nova York, Chicago e Milwaukee são as mais expostas devido à alta densidade de carvalhos em seus territórios.

A vulnerabilidade dessas regiões é intensificada por fatores climáticos e biológicos:

  • Temperaturas elevadas, que favorecem a reprodução dos insetos;
  • Escassez de predadores naturais para controlar as populações invasoras;
  • Monoculturas urbanas, ou seja, o plantio de uma única espécie de árvore em grandes extensões.

Para conter o avanço das pragas e preservar a biodiversidade, a estratégia recomendada envolve a diversificação do plantio nas cidades e o rigor no controle de entrada de novas espécies exóticas no território.

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